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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 29

Assim que terminou de falar, Naiara pegou o celular e abriu o aplicativo de gravação.
Em questão de segundos, a voz de Vitória ecoou pelo aparelho.
A gravação reproduziu perfeitamente cada palavra da conversa que as duas acabaram de ter.
Quando o áudio chegou ao fim, Naiara guardou o celular, com um olhar cheio de ironia.
— Todos ouviram bem? Essa prova é suficiente?
Ninguém imaginava que Naiara teria a frieza de gravar a conversa. Por um instante, todos ficaram petrificados.
Karina foi a primeira a quebrar o silêncio, tentando salvar a situação a todo custo.
— Naiara! O que significa isso?! Você armou uma armadilha de propósito para fazer a família passar vergonha, não é?!
Naiara soltou uma risada fria.
— Vejam só... Mesmo quando eu esfrego as provas na cara de vocês, vocês ainda dão um jeito de inventar um crime para me condenar.
— Isso é o que chamam de culpar o inocente por expor a sujeira dos outros.
Karina apontou o dedo para ela:
— Pare de usar palavras difíceis comigo! Eu sei que você fez isso de propósito! Você induziu a Vitória a dizer aquelas coisas, gravou tudo e depois atraiu todo mundo para cá só para nos humilhar!
— Humilhar?
O sorriso de Naiara vacilava entre a diversão e a crueldade.
— Sogra, estou casada e moro nesta casa há três anos, e essa é a primeira vez que escuto você fazer uma avaliação tão honesta sobre uma situação.
— Realmente, vocês acabaram de ser humilhados.
— Sua...!
Karina quase partiu para cima dela, mas foi paralisada por um olhar severo de Franciely.
Franciely sabia que havia caído na própria armadilha. Estava fervendo de ódio, mas tinha a frieza necessária para saber que não podia explodir agora.
Se ela perdesse a linha, provaria que a família Lucca era apenas um bando de tiranos sem razão.
No fim das contas, Franciely tinha décadas a mais de experiência em manipulação e engoliu sua fúria com maestria.
— Agora que os fatos estão claros, vejo que tudo foi realmente causado pela Vitória.
A expressão da matriarca mudou de repente, adotando uma máscara muito mais bondosa e compreensiva.
— Naiara, minha querida... A Vitória ainda é jovem, é imatura. Não leve para o lado pessoal, não guarde rancor da sua irmãzinha.
Depois, virou-se para a neta e ordenou.
— Vitória, peça desculpas à sua cunhada imediatamente.
Diante da mulher que mais odiava, Vitória se recusava a engolir o orgulho.
Começou a se contorcer, agarrada ao braço de Franciely, fazendo manha.
Franciely lhe lançou um olhar significativo.
— Seja obediente. Saber reconhecer um erro é a marca de uma boa garota. Se errou, admita. Essa é uma das virtudes da nossa família Lucca. Ande, peça perdão.
Karina rapidamente captou a intenção da matriarca.
— Vitória, peça desculpas logo. Não deixe que os outros achem que as crianças da família Lucca não têm educação.
Mas Naiara, a grande intrusa da família, não ia se contentar com um simples pedido de desculpas vazio.
— Vovó, o que foi mesmo que a senhora acabou de dizer? Não me diga que já esqueceu?
Franciely sentiu o peso do constrangimento e lançou um olhar pedindo socorro a Carlos.
Carlos imediatamente tomou a frente.
— Tudo bem, tudo bem. A Vitória ainda é só uma criança. Naiara, não seja tão rigorosa com ela. Depois eu vou dar uma bela bronca nela em particular.
O sorriso de Naiara não chegava aos olhos.
— Agora a pouco, vocês estavam sendo muito rigorosos comigo. E a vovó declarou em alto e bom som que o castigo que seria meu, seria dela.
— Tenho certeza de que todos aqui ouviram isso, não ouviram?
— A não ser... — Naiara fez uma pausa dramática. — A não ser que vocês queiram que a vovó passe por uma mentirosa sem palavra.
— A vovó é a grande matriarca, o pilar e a imagem da honra da família Lucca. Cada palavra dela vale ouro. Como ela poderia ser acusada de voltar atrás em sua promessa?
— Vovó. — Os lábios de Naiara se curvaram em um sorriso perfeito. — Diga-me, não estou certa?
Franciely sabia que estava encurralada, sem ter para onde correr.
Se não punisse Vitória, ela mesma perderia toda a sua autoridade e respeito diante de Naiara.
Ela jamais imaginou que aquela nora insossa fosse se revelar tão venenosa.
Parece que ela a havia subestimado por todos esses anos.
Franciely endureceu o coração.
— Vitória. Vá para o pátio e fique de joelhos.
Vitória bateu o pé no chão, em desespero.
— Vovó! Não! Eu não quero!
Franciely foi taxativa:
— Vá agora mesmo! Quem erra precisa pagar pelo que fez!
Os olhos de Carlos ficaram vermelhos.
— Vovó!
Karina quis protestar, mas percebeu que a melhor estratégia era calar a boca.
Se a própria matriarca havia dado a ordem, o que ela poderia fazer?
Vitória depositou toda a sua esperança de salvação em Carlos.

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