O estalo seco de um tapa ecoou pela sala!
Vitória viu estrelas, cambaleando para o lado com a força do golpe.
Carlos a encarava com um olhar sombrio, uma tempestade assustadora se formando nas profundezas de seus olhos.
Adriana soltou um gritinho assustado, cobrindo a boca com as mãos e encolhendo-se, apavorada. Era a segunda vez que ela via Carlos bater na própria irmã.
Ela já não estava entendendo mais nada. Carlos sempre tratara Vitória como o grande tesouro da família, mimando-a até não poder mais. Mas, ultimamente, sua atitude com ela vinha esfriando cada vez mais.
Com a mão no rosto marcado, Vitória queria chorar, mas o pavor a silenciava.
Ouvindo a comoção, Franciely desceu as escadas e flagrou o exato momento da agressão. O coração da matriarca apertou, e ela rapidamente disparou sua desaprovação.
— Carlos, o que significa isso?! Como tem coragem de levantar a mão para a sua irmã?!
Carlos estava farto, a raiva transbordando de cada poro.
— Avó, é melhor a senhora perguntar a ela o porquê de eu ter batido!
Franciely ignorou o tom do neto, caminhando apressada até Vitória e puxando a garota para os seus braços, em um gesto protetor.
— Calma, querida. Diga para a avó o que aconteceu para deixar seu irmão tão irritado.
Vitória gaguejou, sem coragem de abrir a boca por um longo tempo.
— Não tenha medo. Com a sua avó aqui, mesmo que o céu caia, eu dou um jeito de consertar — assegurou a velha.
Ouvindo isso, Vitória ganhou um pouco de coragem e, aos prantos, contou tudo o que havia acontecido.
Ao terminar de ouvir a história, a expressão de Franciely permaneceu inabalável, sem um pingo de repreensão. Parecia que, para ela, Vitória tinha apenas esmagado uma formiga.
— Carlos, você já resolveu a situação para a Vitória. Por que ainda está tão furioso?
Carlos sentou-se rudemente no sofá, o rosto nublado por uma raiva escura.
— E o que a senhora queria que eu fizesse? Não ajudasse? Ia ficar assistindo de braços cruzados enquanto ela ia para a cadeia? Avó, não podemos continuar mimando essa garota desse jeito. Mais cedo ou mais tarde, isso vai acabar em tragédia.
Franciely deu de ombros, desdenhosa.
— Que tragédia? Ela é sua irmã de sangue, a joia da família Lucca. Mesmo que cause problemas, nós temos poder o suficiente para encobrir qualquer coisa.
Carlos ficou tão indignado que as palavras lhe faltaram.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...