Naiara riu, sem saber se achava graça ou se ficava irritada.
— Você é louco? Gastou dinheiro para comprar e agora quer que eu jogue fora?
— Era pra você. Se você não quer, vou fazer o quê? Jogar no lixo. Ou você acha que eu daria isso para outra mulher? — Fábio revirou os olhos, dramático. — De todas as mulheres que eu conheço, acho que você é a única com o sobrenome começando com M. Não tem como eu passar isso pra frente. Se não quer, joga no lixo mesmo.
É claro que Naiara não jogaria fora.
Ela não era o tipo de pessoa que esbanjava dinheiro. Mesmo que a joia não fosse absurdamente cara, não era certo desperdiçar as coisas assim.
Naiara pensou por um momento.
— Que tal assim: me diga quanto você pagou e eu te transfiro o dinheiro. Finjo que eu mesma comprei.
Afinal, ela tinha gostado bastante do colar.
Fábio olhou para Afonso de soslaio, exibindo um sorriso malicioso.
— Não foi caro. Cinquenta mil.
Cinquenta mil!
Naiara abriu a boca, chocada.
— Isso aqui... custa cinquenta mil?!
— Cinquenta mil já é preço de amigo. — gabou-se Fábio. — Na verdade, o valor real é inestimável.
— Então joga fora! Não quero mais! — rebateu Naiara.
Fábio fez bico.
— Beleza. Vou jogar.
Assim que terminou de falar, arrancou o colar das mãos dela.
Ele levantou o braço, fazendo menção de atirar a joia direto na lixeira.
Naiara arregalou os olhos e se esticou para pegar de volta.
Ele ia jogar mesmo!
Que desperdício absurdo!
Mas, antes que ela pudesse intervir, Afonso foi muito mais rápido e segurou o pulso de Fábio com firmeza.
Afonso pegou o colar da mão dele.
Colocou-o na própria palma e ficou olhando fixamente para a joia.
Fosse o que fosse que estivesse passando por sua cabeça, sua expressão tornou-se repentinamente complexa.
Mas, em questão de segundos, ele recuperou a sua habitual postura elegante.
— São só cinquenta mil. Eu pago por ela.
Fábio riu.
— Se é você quem vai comprar, o preço não é só cinquenta mil.
Afonso não se irritou. Apenas ergueu um dos cantos da boca.
— E o que você quer?
— Quero aquele carro esportivo que você acabou de comprar.
— Feito. — respondeu Afonso, sem pestanejar.
Fábio estalou os dedos.
— Negócio fechado! Direto ao ponto!


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...