Irmão?
Pedro Jasmim?
— Desculpe, eu não tenho irmão.
O policial do outro lado ficou confuso.
— O Pedro não é o seu irmão?
Naiara manteve o tom frio.
— Eu não tenho mais nenhuma ligação com a família Jasmim. Portanto, ele não é meu irmão. Se precisam resolver algo, liguem diretamente para a tutora dele.
O policial pareceu constrangido.
— O problema é que o jovem insistiu para ligarmos para esse número. Ele garantiu que você é irmã dele.
Naiara franziu levemente a testa.
— Eu não sou irmã dele.
A paciência do oficial parecia estar se esgotando.
— A situação é a seguinte: o seu irmão se envolveu em uma briga e agora está prestando depoimento. É melhor você vir até aqui para não dificultar o nosso trabalho.
Naiara dirigiu até a delegacia.
De longe, avistou Pedro sentado, com o rosto coberto de hematomas e inchaços. Uma sensação de irrealidade a atingiu de repente.
Fazia tanto tempo que não o via que ela quase havia se esquecido da existência desse irmão.
Naiara caminhou até ele.
Pedro levantou os olhos, abriu um sorriso torto e provocou:
— Eu sabia que você não ia me deixar na mão. Tinha certeza de que viria.
Naiara estreitou os olhos.
— Você por acaso se esqueceu de que eu não faço mais parte da família Jasmim? A sua mãe cortou laços comigo de forma definitiva. Por que você mandou eles me ligarem?
Pedro tocou o hematoma em sua testa com uma careta de dor.
— Aquele acordo foi entre você e a mamãe, não comigo. Eu não te expulsei da família Jasmim, então você continua sendo a minha irmã.
Naiara desviou o olhar para o homem sentado do outro lado da sala.
O rosto dele também estava cheio de machucados; os dois pareciam ter se destruído de forma igual.
— O que aconteceu? — ela perguntou.
Pedro respondeu com desdém e preguiça.
— Encontrei com ele bebendo num bar. O cara estava falando muita merda, não fui com a cara dele e a gente caiu na porrada.
— Você bateu primeiro?
Pedro deu de ombros, sem se importar.
— Fui, sim. Já estava aguentando aquele idiota há um tempão. Achei até que demorei para bater nele.
Naiara deu um chute forte na perna dele.
Pedro soltou um grito de dor.
— Ai! Minha perna também está machucada, sabia?!
Sem sentir um pingo de pena, Naiara deu as costas e caminhou até o homem do outro lado da sala.
Ele parecia ter a mesma idade de Pedro. O sangue que havia escorrido do canto de sua boca já estava seco, mas ele nem sequer havia se dado ao trabalho de limpar.
Naiara perguntou diretamente a ele:
— Foi ele quem te agrediu primeiro?


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...