Karina encarou o próprio filho, paralisada. A expressão dele era assustadoramente gélida. Um calafrio percorreu a espinha da mulher, que não ousou dizer mais nada.
— E mais uma coisa: se quiser contar à avó o que conversamos aqui, fique à vontade. Isso se você não tiver medo de piorar ainda mais a situação.
Dito isso, Carlos deu as costas e saiu sem olhar para trás.
Quando ele estava prestes a passar pela porta, Karina finalmente despertou do choque e o chamou, aflita:
— Carlos, escute o meu conselho! Você aguentou até aqui, custa esperar um pouco mais? Quando a herança da família Lucca estiver nas suas mãos, será você quem vai dar as ordens nesta casa. Aí, sim, você poderá fazer o que quiser, e ninguém terá poder sobre você.
— Não digo apenas uma mulher, se quiser ter dez, terá! Mas, neste momento, seja mais contido. Não aja por impulso e jogue fora todos esses anos de sacrifício.
Carlos apertou os lábios, limitando-se a soltar um "hm" frio. Em seguida, desceu as escadas.
A feição de Franciely já havia melhorado bastante. Carlos se aproximou e cumprimentou, de forma submissa:
— Avó.
Franciely apontou para o sofá à sua frente.
— Sente-se. Precisamos conversar.
Carlos obedeceu e sentou-se.
— Não me culpe por ter perdido a paciência com você. O que você fez foi, de fato, um grande erro.
Carlos manteve a mesma desculpa de antes.
— A mulher daquela foto é apenas uma cliente. Não há absolutamente nada entre nós, vocês entenderam tudo errado. Se não acredita, posso ligar para ela agora mesmo e a senhora tira a prova a limpo.
Afinal, ele já havia combinado tudo com Zuleica. Ela sabia perfeitamente o que deveria dizer.
Franciely estreitou os olhos.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...