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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 72

Ao final, a mente de Naiara trabalhou rapidamente. — Mesmo que ele cometa erros no futuro, eu o perdoarei e ficarei ao seu lado. Esta última frase foi como um doce açucarado que caiu na boca de Carlos. Casados há tanto tempo, ele nunca tinha ouvido Naiara dizer palavras tão tocantes. Assim, Carlos não pôde evitar que o seu coração amolecesse. — Vovó, daqui a pouco os pais da Adriana chegarão, não vamos criar um clima desagradável para não virarmos motivo de piada. Depois de dizer isso, ele olhou especificamente para Adriana. Adriana captou a mensagem dele e, embora estivesse muito contrariada, ajudou a apaziguar a situação. — Vovozinha. — Adriana caminhou até Franciely, abraçou seu braço e fez manha. — Pronto, pronto. Na verdade, nem foi nada de mais. Somos todos uma família, é super normal ter um pequeno atritozinho. — Vovozinha, a Naiara já sabe que errou, não fique mais brigando com ela, tá bom? Naiara ouviu aquelas palavras sentindo um nojo profundo. Mas ela se segurou com força e não abriu mais a boca. Se continuasse a retrucar, só atrapalharia seus planos. A expressão de Franciely melhorou um pouco, mas as palavras que saíram de sua boca ainda foram muito desagradáveis. — Hmph, se ela sabe que errou, então vai chover canivete hoje. Hoje, vou deixar passar apenas em consideração à Adriana. — Daqui a pouco os pais da Adriana vão chegar, se você não for capaz de fazer uma boa cara, é melhor que não apareça nesta casa por enquanto. Essa frase caiu como uma luva para os desejos de Naiara. — Então é melhor eu ir passar uns dois dias na casa da minha família, assim não estrago o clima de vocês. Franciely rebateu: — Faça o que quiser. Como Naiara ainda teria apetite? Arrastou seus passos rígidos, movendo-se lentamente em direção ao quarto. Atrás dela, havia um bando de lobos e chacais, loucos para devorá-la viva. Eles estavam declarando soberania, forçando-a a ceder, forçando-a a desistir voluntariamente deste casamento. Foi por isso que usaram a única pessoa da família Lucca que a tratava bem como bode expiatório. Aquela frase de Carlos "Eu quero viver uma vida boa com você" ecoou novamente na mente de Naiara. Ah! Então essa era a "vida boa" dele. A "vida boa" de Carlos era fazê-la viver eternamente sob as algemas da família Lucca, viver em uma humilhação desprovida de qualquer dignidade! Naiara encostou-se na porta, ligou para Felícia, mas descobriu que o número não existia. Franciely foi implacável, cortando até mesmo o seu meio de contato. Naiara lembrou-se de todas as gentilezas de Felícia nos últimos três anos e não pôde evitar derramar lágrimas. Havia muito tempo que ela não se sentia tão triste. Isadora ligou para ela. A voz de Naiara soou embargada e rouca. O coração de Isadora disparou. — Naiara, o que aconteceu? Na memória dela, Naiara sempre foi aquela pessoa otimista e forte. A profunda sensação de impotência fez Naiara ter muita vontade de chorar em voz alta. Isadora ficou tensa. — Naiara? Fala comigo! Naiara ajustou o seu estado de espírito e, com muito esforço, conseguiu se acalmar. Dois minutos depois. Os xingamentos ensurdecedores de Isadora ecoaram pelo alto-falante. — Esse cachorro do Carlos é um inútil, um traste! Fica de conversinha com a cunhada e ao mesmo tempo diz que quer viver com você. Morre de medo da avó, morre de pena da amantezinha, e te usa de saco de pancadas! Um canalha de marca maior! — E essa Adriana, bancando a vagabunda com tanta arrogância? Você deveria mostrar ao Carlos a verdadeira face dessa vadia, para ele ver exatamente que tipo de lixo ele ama! Naiara ainda se mantinha lúcida. — A balança do Carlos sempre vai pender para a Adriana. Mesmo que as provas sejam esfregadas na cara dele, não adianta nada.

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