Após um período de recuperação, a saúde de Natália estava bem melhor. Naiara, ainda preocupada, confirmou repetidas vezes com os médicos antes de finalmente concordar que a menina voltasse a frequentar a escola.
Natália ficou tão feliz com a ideia de ir para o colégio no dia seguinte que não sabia nem como se comportar. Passou o dia correndo de um lado para o outro, arrumando a mochila.
O cachorrinho Bolinha pareceu sentir a empolgação da pequena dona, abanando o rabo e seguindo Natália por todos os cantos.
Naiara pediu a opinião da menina e decidiu matriculá-la sem regime de internato.
Como ela voltaria para casa todos os dias, o transporte virou um problema.
Atualmente, a maior parte do tempo de Naiara estava dedicada ao trabalho. Os robôs de resgate e emergência estavam em pleno desenvolvimento.
Felícia já era idosa, e Naiara não queria que ela se desgastasse com o trajeto diário.
Natália opinou:
— Tia, eu posso ir e voltar da escola sozinha. Tem um ônibus direto para lá, e é só uma viagem de uns vinte minutos.
Mas Felícia não ficou tranquila.
— Eu posso levar e buscar a Natália. Dona Naiara, não se deixe enganar pela minha idade, minha saúde é de ferro. Fazer o trajeto com ela não será problema nenhum.
Natália era compreensiva a ponto de dar pena.
— Vovó, tia, eu sempre ia e voltava da escola sozinha antes. Também sempre cozinhava e fazia a lição de casa sozinha em casa. Eu realmente consigo fazer isso. Não se preocupem comigo. Não quero dar mais trabalho só porque estou aqui.
Naiara acariciou a cabecinha dela.
— Antes era antes. Agora você tem uma família de verdade, é claro que as coisas são diferentes.
Natália insistiu:
— Mas não quero que vocês se cansem. A vovó já é mais velha, e você está esperando um bebê.
Felícia tentou intervir de novo:
— Dona Naiara, deixe que eu assuma a responsabilidade de levar e trazer a menina. Eu não vim morar aqui para ser tratada como madame, vim para servir a senhora.
Naiara sorriu de forma afetuosa.
— Mas eu te trouxe para cá justamente para ter uma vida confortável. Cuidar de mim é apenas um detalhe.
Felícia sentiu-se comovida.
— Dona Naiara...
Naiara cortou o assunto:
— Pronto, ninguém mais vai discutir. Faremos o seguinte: amanhã vou procurar uma diarista de confiança para cuidar exclusivamente de levar e buscar a Natália na escola.
Felícia franziu o rosto.
— Dona Naiara, que desperdício de dinheiro. Deixe comigo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...