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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 741

Bastaria esticar o braço para tê-la em seu abraço, mas ele havia perdido toda a coragem. No fundo, ambos sabiam que qualquer palavra a mais apenas aprofundaria a ferida. No entanto, aquele silêncio era igualmente sufocante e doloroso.

Por fim, Afonso pronunciou apenas uma palavra, com a voz gélida.

— Tudo bem.

Naiara quis perguntar: Tudo bem o quê? Mas sentiu que não era necessário. No olhar dele, ela viu a esperança se despedaçando e a submissão de um coração exausto.

Ele partiu. O que restou para ela foi um silêncio absoluto e a visão solitária de suas costas se afastando.

Felícia observou Afonso sair e notou a tristeza em seu semblante. Ao abrir a porta do quarto, uma rajada de vento frio entrou pela janela escancarada, derrubando a temperatura do ambiente. A governanta se apressou para fechá-la.

Naiara a impediu. Um suspiro carregado de uma profunda exaustão se misturou ao vento gélido.

— Deixe aberta. Um pouco de vento frio faz bem.

Felícia parou, com o coração apertado, sem saber de qual dos dois sentia mais pena.

— Conheço o senhor Afonso há tanto tempo e é a primeira vez que vejo aquela expressão no rosto dele. Parecia ter perdido as esperanças em tudo.

— Felícia. — Naiara fechou os olhos ardentes. — Fui cruel demais com ele?

A governanta soltou um suspiro pesado.

— Você não foi cruel. Você só fez isso porque se importa demais com o senhor Afonso.

Naiara estremeceu levemente.

— Me importo demais...

Felícia continuou: — Por se importar, você se coloca no lugar dele. Não quer vê-lo preso em um sentimento que possa trazer problemas ou até uma tragédia para ele.

Uma lágrima escaldante escapou pelo canto dos olhos e escorreu pelo rosto de Naiara, impossível de conter. Ela a enxugou com a ponta dos dedos.

— Felícia, eu quero ficar um pouco sozinha.

No dia seguinte, de manhã.

Gualter foi procurar Naiara em seu escritório. Ao passar pela mesa de Quitéria, a secretária rapidamente lhe estendeu uma sacola de papel.

— Gualter, seu café da manhã.

Gualter lançou um olhar rápido.

— Não te falei que não precisava trazer?

Quitéria rebateu: — Aposta é aposta. Se eu perdi, tenho que cumprir.

Ele espiou dentro da sacola e franziu a testa, intrigado.

— Você pesquisou o que eu gosto de comer?

Ele havia dito "qualquer coisa", mas tudo o que ela trazia nunca era aleatório; eram sempre coisas que ele gostava.

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