Felícia atendeu o telefone e desceu as escadas às pressas.
Afonso colocou o dedo indicador sobre os lábios, pedindo silêncio.
— Ela adormeceu.
Felícia assentiu e baixou a voz.
— Como a senhorita voltou no seu carro? Cadê o carro dela?
Afonso foi direto ao ponto.
— Ela foi até a Mansão Nº 1, se encontrou com a Luciana e ficou em um estado péssimo. Dona Felícia, por favor, preste muita atenção ao estado emocional dela nos próximos dias.
Ao ouvir isso, Felícia ficou alarmada.
— Aquela Luciana não vale nada mesmo! Uma filha maravilhosa e ela destruiu a vida da menina!
Em seguida, perguntou a Afonso:
— O que aquela mulher disse para a senhorita?
Afonso franziu levemente a testa.
Ele também queria muito saber o que havia sido dito.
Mas, desde o início, ela não lhe revelou uma única palavra.
Talvez, no coração dela, ele já não tivesse mais nem sequer o direito de ouvir seus desabafos.
A porta do carro se abriu de repente.
Naiara desceu.
O instinto de Afonso foi ir ajudá-la, mas acabou freando os passos.
Felícia correu para ampará-la.
— Senhorita, por que o seu rosto está tão pálido? Suba logo e vá descansar.
Naiara apertou os lábios, olhando para a pessoa atrás de Felícia.
— Uhum.
Felícia pegou a mão dela e perguntou a Afonso:
— Senhor Afonso, quer subir para tomar algo?
— Não precisa. Seria inconveniente.
— Que inconveniente o qu... — Felícia parecia ter percebido algo e não continuou a frase. — Então, Senhor Afonso, dirija com cuidado.
— Obrigado.
Felícia conduziu Naiara para dentro, do mesmo jeito que uma mãe guia a própria filha.
Afonso as observou até se afastarem, sentindo-se um pouco mais aliviado.
Com Felícia por perto, ela seria bem cuidada.
Só quando as duas desapareceram completamente de vista é que ele se encostou na porta do carro, como se todas as suas forças tivessem se esvaído. Em seguida, tirou um cigarro e o colocou entre os lábios.
O sabor da nicotina ajudava a acalmar as emoções, estimulando a liberação de dopamina que suprimia um pouco de sua ansiedade interna.
Mas o que Afonso não esperava era que alguém voltasse.
Naiara estava caminhando em sua direção.
Ele ficou em silêncio por um longo tempo antes de falar.
— Vou tentar.
Naiara apertou os lábios, querendo dizer algo a mais, mas acabou engolindo as palavras.
— Volte para dentro — disse Afonso.
— Tudo bem.
Ao se virar, ela notou que ele havia aberto a boca mais uma vez, então parou de propósito.
Mas ele não disse nada.
Melhor assim.
Havia coisas que já não podiam mais ser ditas entre os dois.
...
Quando Zuleica chegou em casa, o apartamento estava impregnado com cheiro de álcool.
Da última vez que Carlos havia mencionado, ela entregou uma chave do apartamento a ele.
Assim, ele podia entrar e sair quando quisesse.
Pelo visto, ele havia chegado bem antes.
Zuleica caminhou até a sala de estar.
Carlos estava deitado no sofá, parecendo deplorável. Sua camisa branca estava manchada de vinho tinto.
No chão, havia uma garrafa de vinho caída e uma taça quebrada em pedaços.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...