Mas ela não podia fazer isso.
Porque aquele homem não pertencia a ela.
As pernas de Afonso pareciam pesadas como chumbo, e seu coração, já crivado de feridas, afundou um pouco mais. Quando conseguiu falar, sua voz saiu rouca.
— Para onde quer que você vá a partir de hoje, não desligue o celular. Isso me deixa... isso deixa todo mundo preocupado. A Quitéria chorou de tanto desespero quando não conseguiu te encontrar.
Naiara olhou para o chão.
— Ficou sem bateria.
Depois de falar, voltou a olhá-lo.
— Pode mandar uma mensagem para a Quitéria avisando onde estou?
— Claro.
Afonso pegou o celular e digitou algo.
— Já enviei.
— Uhum.
Por um momento, ela não soube o que dizer a ele.
— Eu... — Seus pensamentos vagaram por um tempo. — Eu só queria vir ver a minha mãe, mas os portões já estavam fechados. Eles disseram que não deixam entrar à noite.
Afonso suavizou a voz, tentando confortá-la.
— Volte amanhã durante o dia.
Naiara balançou a cabeça.
— Não vou voltar amanhã. Tenho coisas importantes para fazer.
Mas ela não pretendia contar a ele agora sobre a parceria com a Motores Stellis.
Esperaria até o contrato estar assinado e tudo finalizado para contar.
— Então, vamos para casa?
— Casa? — Sua expressão pareceu um tanto confusa.
Afonso não conseguiu evitar dar dois passos à frente.
— Sim, vamos para casa.
Naiara tentou se curvar para abraçar os joelhos, mas por causa da barriga, era muito desconfortável. No fim, ela desistiu.
— Quero ficar mais um pouco.
— Quer esperar no carro? — sugeriu ele.
— Não, quero ficar aqui.
— Está frio aqui.
— Mas eu não estou com frio.
Ele continuou tentando persuadi-la gentilmente:
— O bebê vai sentir frio.
Naiara hesitou por um momento.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...