Felizmente, a única coisa a se agradecer era que Luciana não a havia batizado com algum nome ridículo que refletisse seu propósito de trazer um menino.
Ao ouvir o tom afiado de Naiara, Luciana sentiu um solavanco no peito. Sua raiva diminuiu, mas o veneno em suas palavras permaneceu.
— Você está nos esnobando só porque a família Jasmim perdeu a influência? Acha que não somos mais dignos do seu título de Madame Lucca?
Nesse momento, Naiara ouviu o som da porta se abrindo, seguido por passos familiares.
Luciana continuou a ladainhar no telefone:
— O seu pai está com a saúde debilitada por causa da pressão dos negócios. Você não se importa se ele vive ou morre?
Já que a agressividade não funcionou, ela apelou para o sentimentalismo.
E, a bem da verdade, a tática funcionou. Thiago sempre havia sido decente com Naiara.
Carlos caminhou até ela. Não querendo prolongar a conversa na frente dele, Naiara encerrou o assunto.
— Entendido.
Ela desligou o telefone.
Carlos tirou o paletó de alfaiataria e puxou a cadeira à frente de Naiara, sentando-se com a postura arrogante de sempre.
— Quem era no telefone?
Naiara respondeu sem pressa:
— Minha mãe.
— E o que ela queria?
— Dizer que sou uma filha ingrata por não visitá-los há tanto tempo.
Um sorriso indecifrável cruzou o rosto de Carlos.
— Desde quando ela se importa tanto com você?
— Talvez tenha tido uma crise de consciência — Naiara rebateu.
Carlos abandonou o assunto e olhou para a cozinha.
— O que a Felícia está preparando?
Naiara notou que, para o padrão habitual, ele estava estranhamente falante hoje.
— Macarrão artesanal.
— Macarrão artesanal?
Naiara ergueu levemente uma sobrancelha.
— É macarrão feito à mão.
Apesar da resposta seca e levemente zombeteira, Carlos surpreendentemente não se irritou.
— Acha que eu não sei o que significa? Naiara, você acha que eu vivo completamente fora da realidade?
Ela ignorou o comentário.
Felícia trouxe a tigela de macarrão fumegante. O aroma era irresistível e abria o apetite.
— Traga uma tigela para mim também — Carlos ordenou.
Felícia arregalou os olhos, fingindo surpresa.
— Jovem Mestre, mas o senhor não precisava entregar a sopa de ninho de andorinha para a Dona Adriana? A sopa já está pronta. Vou embalar agora mesmo para o senhor não se atrasar, senão a Dona Adriana vai passar fome.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...