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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 958

Afonso finalmente caminhou até o berço e pegou o bebê choroso nos braços.

A habilidade dele era impressionante. A criança, que berrava instantes atrás, acalmou-se magicamente assim que sentiu o toque do pai.

Naiara estava perplexa.

— Como você sabe segurar um recém-nascido?

Nem ela, a mãe da criança, tinha pegado o jeito ainda.

— Eu fiz um curso de pais de primeira viagem — respondeu Afonso, com a maior naturalidade do mundo.

...

Naquele exato momento, toda a exaustão e o sofrimento de Naiara evaporaram, dando lugar a uma onda avassaladora de ternura.

— Você é sempre tão ocupado… Como arrumou tempo para isso?

Um CEO imponente, acostumado a comandar impérios corporativos, abrira mão do orgulho e da posição para se enfiar numa sala de aula como um homem comum, apenas para aprender a cuidar de um bebê. Tudo por ela.

— Sempre dá para arrumar um tempo. Nós temos babás e enfermeiras, sei que não faltaria ajuda, mas, no fim das contas, eu sou o pai. Posso até não precisar fazer, mas não posso não saber fazer.

Aquilo era ser amada de verdade. Sem grandes demonstrações públicas, sem cobrar aplausos. Apenas atitudes silenciosas e firmes.

Esse amor sólido e inabalável fez Naiara sentir que cada segundo de sofrimento havia valido a pena.

Com a voz embargada, ela murmurou:

— Obrigada, Afonso.

Ele se sentou na beirada da cama, ainda com o bebê nos braços, e a olhou com uma doçura infinita.

— Eu é que devo te agradecer, por me dar a chance de saber o que é ser pai.

Naiara tocou delicadamente a mãozinha minúscula do bebê.

— O apelido dele é Bento. Foi o Fábio quem escolheu. Mas o nome de registro… eu disse que deixaria para o Tio Henrique decidir.

Afonso parou por um momento.

— Achei que já tínhamos pensado no nome dele.

Naiara sorriu, os olhos brilhando.

— Ele vai ter o seu sobrenome.

A respiração de Afonso falhou. Ele entreabriu os lábios.

— Você…

Um sorriso de pura felicidade, do tipo que Afonso nunca a vira dar antes, iluminou o rosto dela.

— Vou chamar o médico — disse ele, já se levantando.

Naiara rapidamente o segurou.

— Não vai. É normal doer, eu levei pontos.

— Pontos? Você não teve parto normal? Por que levou pontos?

A expressão de Naiara ficou ainda mais desconfortável.

— Lá embaixo… rompeu na hora do parto. Claro que precisou de pontos.

Afonso congelou por um segundo, compreendendo. Um misto de constrangimento e de uma compaixão infinita tomou conta dele.

Naquele momento, o bebê agitou as mãozinhas e agarrou com força o polegar de Afonso, voltando a chorar.

— Acho que ele está com fome — comentou Afonso.

— Me dá ele aqui.

Naiara pegou o bebê e fez menção de levantar a blusa. Ao notar que Afonso não desviava o olhar, ela parou e perguntou por reflexo:

— Você não vai se virar?

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