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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 959

Afonso abriu um sorriso carregado de malícia e ternura.

— Você esqueceu quem eu sou?

Ah, claro.

Naiara deu uma risada fraca.

— Quase esqueci.

Quando ela levantou a blusa, ele viu as fissuras avermelhadas nos bicos dos seios. No instante em que o bebê abriu a boca e abocanhou o mamilo, o rosto de Naiara se contorceu em uma careta e ela soltou um silvo de dor.

Como se sentisse o impacto na própria pele, Afonso franziu a testa profundamente.

— Se estiver doendo muito, pare. Não precisa amamentar.

Naiara suportou a fisgada, respirando fundo.

— Eu já não tenho muito leite. Vou dar o que conseguir. Quando acabar de vez, a gente passa para a fórmula.

Afonso não resistiu. Inclinou-se e deixou um beijo suave e prolongado nos lábios dela.

Ela sorriu, o rosto corado.

— Fica quieto. O bebê está olhando.

— Ele ainda não enxerga direito. E mesmo se enxergasse, é natural o pai beijar a mãe.

Após mamar, Bento adormeceu tranquilamente. Afonso o devolveu com cuidado ao berço.

Quando voltou para a cama, deitou-se de lado e puxou Naiara para o seu abraço. Ela se aninhou na curva do pescoço dele. O cheiro familiar dele a envolvia como um escudo, trazendo a paz que ela havia perdido nos últimos dias.

— Afonso.

— Hum?

— Quando ficarmos bem velhinhos e chegar a nossa hora, me prometa que você só vai morrer depois de mim.

A mão dele, que afagava a cintura dela, parou de imediato.

— Por que isso agora?

— Porque eu nunca mais quero sentir aquele desespero. Aquela sensação absoluta de impotência… eu não aguentaria de novo.

O corpo de Afonso enrijeceu por um segundo.

— Eu prometo.

— Sabe no que eu pensei quando vi a notícia do avião?

Ele perguntou, a voz num sussurro macio:

— No que você pensou?

Foi a gota d'água. José o abraçou com força.

— Sr. Afonso! O senhor finalmente voltou! O senhor não tem ideia do susto que me deu!

Afonso retribuiu o abraço com tapinhas nas costas.

— Eu estou bem. Não estou aqui inteiro?

— Sorte que o senhor está inteiro. Se acontecesse alguma coisa, eu não saberia como viver.

Afonso o empurrou de leve, com um sorriso de canto.

— Já é um homem feito e ainda chora por besteira?

José enxugou as lágrimas com a manga da blusa.

— Chefe, o senhor é a única família que eu tenho. O senhor não pode morrer.

Breno, sempre de poucas palavras, apenas balançou a cabeça.

— O José tem razão.

Afonso sorriu, a expressão serena.

— O patrão de vocês tem o corpo fechado. Acharam mesmo que seria tão fácil eu morrer? Pronto, chega de drama. Vão lá dar uma olhada no jovem mestre de vocês.

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