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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 137

No instante em que Luiza terminou de falar, ela percebeu que todo o semblante de Ethan havia mudado. Seus olhos e suas expressões estavam carregados de uma fúria contida, que parecia prestes a explodir.

Ele fixou o olhar nela, como se quisesse arrancar a verdade à força.

— Você tem certeza de que não está enganada?

Luiza nunca tinha visto Ethan com aquele olhar tão intenso e, instintivamente, recuou um passo. Suas costas encostaram na porta do carro, o frio do metal aumentando sua tensão.

— Tenho, tenho certeza.

Os músculos da mão de Ethan, que ainda segurava a porta do carro, ficaram tensos, as veias saltando visivelmente.

Ele respirou fundo, tentando controlar as emoções, e perguntou:

— E você… Ainda tem contato com essa sua amiga?

Ele fez a pergunta sem muita esperança na resposta. Afinal, eles estavam casados há três anos e se conheciam há ainda mais tempo. Em todo esse período, nunca tinha visto Luiza mencionar ou se encontrar com alguém além de Lilian, sua única amiga próxima.

Mas Lilian era natural de Cidade A, e não de Cidade B.

Luiza, sem saber exatamente o que ele queria, respondeu de forma direta:

— Não.

Depois de falar, ela puxou a porta do carro.

— Eu tenho coisas para fazer. Pode, por favor, me deixar ir?

— Tudo bem.

Ethan soltou a porta dela lentamente e recuou. Ele ficou parado, observando o carro de Luiza se afastar até desaparecer de vista. Somente então sua expressão ficou sombria, e ele pegou o celular no bolso.

Discou um número e, assim que a ligação foi atendida, falou com firmeza:

— Tiago, preciso que você consiga a lista de crianças do orfanato Serra do Luar daquela época.

— A lista completa? — Tiago perguntou, surpreso.

Ethan estreitou os olhos, sua paciência já no limite.

— Só as que têm uma diferença de idade de até um ano com Gabriela.

Tiago, do outro lado, respondeu prontamente:

— Senhor Ethan, coincidentemente estou investigando isso agora. Eu revisei toda a lista de crianças daquela época, e não há muitas com idade próxima à de Gabriela. Na verdade, há apenas uma que se encaixa bem no perfil. Era uma menina local de Cidade B, tinha cinco anos e foi levada ao orfanato pela polícia. Antes disso, morava perto do Parque da Lua.

Ethan o interrompeu imediatamente:

— Parque da Lua?

— Exatamente. — Tiago confirmou e acrescentou. — Mas essa menina tinha uma situação especial. Descobri, por meios alternativos, que ela era órfã de dois policiais antidrogas. Os pais dela morreram em serviço. Quando ela foi levada ao orfanato, a polícia provavelmente estava tentando protegê-la de possíveis represálias de criminosos. Por isso, mudaram completamente o nome dela. Não consegui descobrir o nome verdadeiro.

Depois disso, enquanto sua mãe estava internada no hospital, a menina e seu pai a visitaram algumas vezes.

A última vez que Ethan a viu foi quando sua mãe recebeu alta para ser transferida de volta para Cidade A.

A menina chorava muito, enxugando as lágrimas com as mãos gordinhas, tentando parecer forte.

— Irmão, você tem que vir me visitar, tá bom?

Ethan nunca esqueceu. Como poderia esquecer?

Agora, ele deu outro soco no carro, os olhos vermelhos de raiva.

Se Gabriela realmente não fosse aquela menina…

Ethan nem queria imaginar o que seria capaz de fazer.

Os músculos das mãos dele estavam tão tensos que as juntas estalavam. Foi então que ele ouviu o som de passos. Saltos altos ecoaram pelo estacionamento.

Gabriela, que vinha remoendo o que Luiza havia dito, se aproximou de Ethan. Embora tentasse disfarçar a insegurança, ela não conseguiu conter a hesitação em seus movimentos.

Com passos leves, ela cutucou as costas de Ethan e disse, em tom de brincadeira:

— Ethan, faz tanto tempo que você não vem me buscar no trabalho. Até que enfim lembrou de mim, hein!

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