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Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso romance Capítulo 138

— Hm. — Quando Ethan se virou, toda a escuridão em seus olhos já havia desaparecido. Ele perguntou com um tom calmo. — Já saiu do trabalho?

— Sim! — Gabriela respondeu com um tom manhoso, agarrando o braço dele. — Estou exausta. O Dr. Fernando teve um monte de pacientes hoje de manhã.

Ela estava aprendendo com Fernando e, de fato, conseguia absorver bastante conhecimento, mas o ritmo era puxado.

Gabriela não conseguia imaginar como Luiza dava conta de tantos pacientes sozinha.

Mas, pensando bem, cada um tinha seu destino. Luiza era apenas uma miserável, enquanto ela, Gabriela, era completamente diferente.

Ethan a observou em silêncio, seu olhar calmo, mas atento.

— Você conseguiu pegar o colar com a Luiza?

— Peguei sim. — Gabriela sorriu alegremente, puxando-o para dentro do carro. Enquanto ajustava o cinto, ela murmurou. — Não sei o que deu nela. Talvez ainda esteja chateada por causa daquela confusão no hotel. Ficou dizendo que o colar não é meu. Você acha que ela está louca?

Gabriela sabia que, se Luiza começasse a desconfiar de algo, mais cedo ou mais tarde poderia levar o assunto até Ethan. Melhor ela agir primeiro.

O que Gabriela não esperava era que Luiza já tivesse tomado a dianteira.

Ethan parou por um breve momento, mas logo sorriu. Sua voz saiu suave, quase casual:

— A propósito, Gabi, você lembra qual foi o hospital onde meu pai ficou internado naquela época?

Gabriela congelou por um instante, mas rapidamente se recompôs, sorrindo de forma despreocupada:

— Naquela época, quem ficou internada foi sua mãe, né?

Ela havia ouvido os empregados da família mencionarem isso no passado. Sabia que o pai de Ethan havia morrido no mesmo acidente, enquanto Rebeca, sua mãe, passou meses no hospital.

Os dedos de Gabriela se apertaram discretamente na palma da mão, mas seu rosto manteve a expressão de alguém que tentava lembrar. Ela inclinou a cabeça, pensativa:

— Mas já faz tanto tempo... Honestamente, não consigo me lembrar qual foi o hospital.

...

Naquela tarde, Luiza seguiu sua rotina e foi para o laboratório.

No entanto, devido à falta de um ingrediente raro, ela conseguiu terminar mais cedo e decidiu voltar para casa.

No caminho, Lilian ligou para ela.

— Ah, quase esqueci de te contar, amiga. O corretor me ligou ontem à noite. Disse que conseguiu alugar seu outro apartamento.

Luiza ficou surpresa.

As duas propriedades que Rebeca havia deixado para ela estavam no Condomínio Bela Vista. Uma era onde Luiza morava, e a outra era o apartamento do outro lado do corredor. Como o prédio tinha apenas dois apartamentos por andar, os moradores mal se viam.

Luiza não sabia o que havia feito para merecer um inquilino tão rico.

Antes que pudesse entrar em seu apartamento, um cachorro saiu correndo pela porta aberta do vizinho.

O animal parou de repente ao vê-la, seus olhos escuros fixos nela como se a reconhecesse.

Era um border collie. A pelagem preta e branca era tão parecida com a de Odin, o cachorro que Luiza tinha quando era criança, que ela ficou momentaneamente paralisada.

Para sua surpresa, o cachorro correu até ela, empolgado, e pulou em suas pernas. O focinho farejava sem parar, como se estivesse tentando confirmar algo.

Era exatamente como Odin costumava fazer quando ela voltava da escola.

Luiza sentiu uma pontada de nostalgia e se abaixou, acariciando a cabeça do animal.

— Ei, fofinho, você deve estar me confundindo com outra pessoa.

Uma voz masculina extremamente familiar ecoou atrás dela:

— Odin, volta aqui agora!

Gustavo saiu do apartamento, com uma mão no bolso, o semblante desinteressado. Ele olhou para o cachorro e, depois, para Luiza, com um sorriso irônico.

— Não ouviu ela dizer que você está confundindo as coisas? Sua mãe te abandonou.

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