Ao sair, Serena viu Ângela descendo as escadas apressadamente, mas, ao se aproximar, levou um tapa da Sra. Marques.
A Sra. Marques estava cheia de raiva e precisava descarregar em alguém. Antes de começar a gritar, porém, olhou para a porta para se certificar de que Serena já havia saído. Só então, sentiu-se à vontade para gritar.
— O que você quis dizer colocando a certidão de casamento aqui? Queria que aquela mulher, a Serena, descobrisse sobre você e o Xavier?
— Tudo o que eu te disse ontem à noite foi em vão, não é? Ainda se atreve a fazer joguinhos. Eu realmente me enganei sobre você. Que ingênua, que obediente... você não passa de uma sonsa!
— E não se esqueça, se este projeto chegou a este ponto, grande parte da culpa é sua! E eu te aviso, se no final não conseguirmos o projeto e a empresa tiver prejuízo, eu rasgo essa sua cara de vagabunda!
Ângela, humilhada com os gritos, não ousou responder. Teve que esperar a Sra. Marques terminar de gritar para ajudá-la a se levantar.
Mas a Sra. Marques ainda não estava satisfeita. Olhando para a certidão de casamento em suas mãos, ameaçou rasgá-la.
— Mãe, não... não rasgue! — Ângela tentou impedi-la.
A Sra. Marques a empurrou e, em segundos, rasgou a certidão em pedaços.
— Quero ver que joguinhos você vai fazer agora!
À tarde, depois do trabalho, Serena pegou um táxi e foi direto para o restaurante francês Michelin.
O restaurante era um estabelecimento privado, exclusivo para membros. O fato de Catarina ter reservado uma mesa ali para ela mostrava o quanto ela se importava.
Assim que desceu do táxi, uma pessoa correu em sua direção, bloqueando seu caminho para o restaurante.
— Serena, você realmente vai dar o projeto para a Luna? Você não sabe que a Luna e a Orion são inimigas mortais?
Era Xavier. Ele já não parecia tão acabado quanto pela manhã. Estava de terno e gravata, mas o rosto estava inchado por causa da bebida.
— Já está sóbrio? — Serena ergueu uma sobrancelha.
— Só de pensar em você... em você querendo se divorciar de mim, fico muito mal. Por isso bebi tanto ontem à noite. Quando acordei hoje de manhã, minha cabeça parecia que ia explodir — Xavier disse, com um tom de queixa.
— Que pena que o cartório já fechou. Deixamos para amanhã.
— O que você quer dizer? Ainda quer se divorciar de mim? Você não tem um pingo de pena de mim?
Serena, sem paciência para conversa, tentou entrar, mas Xavier a bloqueou novamente.
— Serena, você não pode dar este projeto para outra empresa. Tem que ser para a Orion! — Xavier disse, autoritário.


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