— Descarte a da extrema esquerda, é óbvio.
— Tem certeza?
— Eu tenho certeza, mas se você perder esta rodada, não pode me culpar.
— Se eu perder, vou acertar as contas com você quando voltar.
— Como você pode ser assim? Agora não tenho mais certeza, espere!
Assim que Serena terminou de falar, Felipe pegou a peça da extrema esquerda e a descartou. No momento em que a peça caiu na mesa, Elvis, do outro lado, empurrou suas peças para a frente.
— O Diretor Costa foi generoso. Era a única que me faltava. Ganhei!
Serena: "..."
Felipe soltou um riso desdenhoso.
— Espere só. Volto em dois dias.
— A culpa não é minha! A culpa é da sua falta de habilidade no jogo!
Felipe se levantou com o celular na mão. A câmera balançou por um momento, e então ele pareceu ir para uma varanda. Sentou-se em uma cadeira do lado de fora, sentindo o vento enquanto fumava, olhando para a câmera de vez em quando.
— Que horas são? — ele perguntou.
— Onze e meia. Já está tarde.
— Com sono?
— Sim.
— Durma bem esta noite. Amanhã você vai chorar.
As pálpebras de Serena já estavam pesando, mas essa frase a despertou com um susto.
— O que você quer dizer, afinal?
Felipe estreitou os olhos.
— Serena, quem jurou que tomaria o remédio na hora certa todos os dias, sem falhar?
Remédio?
Serena se levantou de um pulo.
— Ai, meu Deus, eu esqueci!
Ela desceu correndo as escadas. Eram onze e meia. Se saísse agora para ir até a clínica do Dr. Barbosa... mesmo que voasse, chegaria tarde demais!
Vendo que não havia mais como remediar a situação, ela se sentou no meio da escada.

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