Quando um cliente não quer conversar, o melhor é não perturbar para não o aborrecer.
Essa era a lição que Serena aprendera em seus longos anos lidando com clientes. Por isso, ao ver Felipe fechar os olhos, ela também fechou a boca, determinada a deixar uma boa impressão.
O carro mal havia subido no viaduto quando ficou preso no trânsito; parecia ter havido um acidente.
Serena bocejou, inclinou a cabeça para a porta do carro e, depois de lutar por um tempo, não resistiu ao sono e adormeceu.
Não soube por quanto tempo dormiu, até que alguém a chamou.
— Com licença, Srta. Luz, chegamos à sua casa.
Chegamos?
Serena resmungou baixinho. O sono tinha sido tão bom, por que tão confortável? Parecia até que tinha babado.
Ué, por que sentia algo encostado nela?
Ela abriu os olhos, ainda sonolenta, e viu que o objeto estava coberto por um tecido preto. Cutucou com o dedo; era bem elástico. O que seria aquilo? Quando ia investigar mais, notou várias manchas de umidade.
Ah, não... seria a sua baba?
Que vergonha!
A mente de Serena ainda não estava clara, mas a educação era instintiva. Ela estendeu a mão para limpar e, depois de duas passadas, o objeto se moveu, o que a fez dar um pulo de susto.
Em seguida, uma mão grande agarrou a sua.
— Essa tática é bem original!
Essa voz?
Só então Serena se deu conta de que ainda estava no carro de Felipe e, ao que parecia, deitada sobre a perna dele...
Olhando para o que havia encharcado com sua baba, seus olhos se arregalaram e ela se endireitou de supetão.
— Eu... eu... eu...
O rosto de Serena ficou completamente vermelho. Ela só tinha adormecido sem querer, como a situação chegara a esse ponto?
Parecia uma cena de crime!
— Desça do carro! — ordenou Felipe com frieza.


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