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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 97

Ah, o efeito foi imediato. Wilma até se lembrou que ela gostava de moqueca.

— Você está falando comigo? — Serena apontou para si mesma.

O sorriso de Wilma vacilou.

— Mas é claro que estou falando com você, menina.

— Agradeço a gentileza, mas ainda preciso arrumar essa minha "tralha" — disse Serena, afastando a mão de Dona Nádia e se curvando para começar a organizar suas coisas.

Wilma se encostou na porta.

— Sem pressa. Arrume tudo primeiro, nós esperamos por você.

Querendo agradá-la, mas sem conseguir baixar a guarda?

Serena deu um meio sorriso e, enquanto organizava, pegou o celular para fazer uma ligação.

— Alô, Catarina, sou eu.

— Ah, Serena! Eu estava pensando em te ligar, mas fiquei com medo de parecer muito interesseira.

— Imagina.

— Não acredito que você foi para a Sol Dourado e ainda por cima ficou responsável pelo projeto do shopping.

— Lembro que sua empresa estava muito interessada em conseguir esse projeto, não é?

— Não só naquela época. Agora também estamos muito, muito, muito interessados. Serena, se você nos der essa oportunidade, eu... eu juro que vou até sua casa acender uma vela para você.

— Sobre o projeto do shopping, não pretendemos mais colaborar com a Orion...

— Ei, ei, ei, o que você está dizendo? Que história é essa de não colaborar mais? — Wilma, que estava relaxada, observando Serena se arrastar pelo chão para juntar suas tralhas, ouviu a conversa e se alarmou.

— Serena, que tal eu te levar para jantar hoje à noite? — Catarina respondeu rapidamente.

— Desde que não seja moqueca.

— Que moqueca o quê! Frutos do mar, iguarias... o que você quiser.

— Não é por isso. É que só de ouvir a palavra "moqueca" hoje, já sinto vontade de vomitar.

— Quer que eu te busque?

— Então é bom que arrume direito. Organize tudo, limpe o que estiver sujo e pague pelo que estiver quebrado!

Wilma viu Serena se encostar na porta de casa com os braços cruzados, exatamente como ela mesma havia feito antes, com um ar de quem esperava um espetáculo. Ela nunca havia passado por tamanha humilhação. Mas, pensando na empresa e na possibilidade de falir se não conseguisse o projeto, o que a transformaria em uma pobretona...

Não, ela preferia morrer.

Com esse pensamento, Wilma engoliu a raiva e, rangendo os dentes, começou a juntar as coisas que ela mesma havia jogado no chão. A satisfação que sentiu ao jogar tudo fora era proporcional à humilhação que sentia agora.

— Aquele livro está sujo — observou Serena, com olhos de águia.

Wilma pegou o livro e o limpou cuidadosamente com um lenço que Dona Nádia lhe ofereceu.

— Meu vestido vermelho... quem foi o sem-noção que o rasgou?

A sem-noção era ela mesma. Wilma pegou um caderno e anotou a dívida para pagar depois.

— Ué, onde está o outro brinco do meu par de rubis?

Wilma começou a procurar de cima a baixo, revirando tudo várias vezes, mas não o encontrou. Anotou mais uma dívida.

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