— Dez mil? Você está me assaltando?
Ao ouvir que o brinco custava dez mil, Wilma não pôde deixar de gritar.
— Tenho a nota fiscal aqui. Se não acredita, pode verificar — Serena disse calmamente.
— Mas não foi o meu filho que te deu?
— Na verdade, não. Com o salário fixo que seu filho ganha, ele não teria como pagar.
— Você!
— Acho que vou chamar a Catarina. Pelo menos ela não faz tanto drama!
— Não ligue! — Wilma a impediu. — Eu pago. Eu pago e pronto.
Quando Xavier e Ângela chegaram, encontraram Wilma de joelhos no chão, arrumando as coisas enquanto massageava as costas. Estava suando e com uma aparência deplorável.
Ao vê-los, seus olhos imediatamente ficaram vermelhos.
— Serena, como você pode tratar nossa mãe assim? — Xavier repreendeu Serena.
Nossa mãe?
Serena achou graça.
— Foi ela quem jogou minhas coisas no chão. Não é justo que ela mesma as recolha?
— Não se trata de ser justo ou não. Ela é mais velha!
— Só por ser mais velha? E os que usam a idade para desrespeitar os outros, como ficam?
— Você!
— Além disso, não fui eu que a forcei. Eu mesma estava arrumando quando ela insistiu em tomar meu lugar. Até pensei que ela tinha recuperado o bom senso e entendido que quem faz a bagunça, arruma.
Xavier olhou para Wilma, incrédulo. Wilma abriu a boca, mas não ousou desabafar sua raiva.
— Eu... eu quis fazer por conta própria.
Ao dizer isso, sua voz embargou.
Ângela imediatamente assumiu seu papel de vítima.



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