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Filha da Lua: Entre Lobos e Alfas romance Capítulo 131

Ethan

Me afastei lentamente dela. Estava envergonhado e não queria que tivesse a impressão de que eu estava me aproveitando. Megan me olhava com os olhos arregalados, um brilho os preenchia, mas eu não sabia se era medo ou surpresa por eu estar ali.

— Oi.

Minha voz saiu como um sussurro. Ela ainda me fitava daquela maneira, e eu comecei a recuar lentamente. A essa altura, já achava que tinha sido uma péssima ideia ir até lá. Mas, antes que eu me afastasse de vez, ela segurou minha mão.

— Oi, amor. Eu disse que tiraria você de lá.

Sua voz estava rouca e irresistivelmente sexy. Meu coração se aqueceu ao vê-la sorrir para mim e me chamar de forma carinhosa. Me aproximei novamente e abaixei os lábios até os dela. Nosso beijo foi doce, delicado, algo que não combinava com nossas personalidades, mas casava perfeitamente com o momento que vivíamos. Interrompi o beijo, mas mantive os lábios nos dela ao murmurar:

— Nunca duvidei de você, querida.

Ela sorriu entre nossos lábios e, sem aviso, me puxou para si. Minhas pernas bateram na cama, e eu caí sobre ela. Megan gargalhou. Essa loba era forte. Ainda sobre ela, a fitei com surpresa.

— O que foi? — perguntou, acariciando meu rosto.

— Estamos no hospital. — Passei o rosto no dela, a acariciando lentamente. — Não acho apropriado você me puxar para cima assim.

Me apoiei sobre os braços, mas continuei colado nela.

— Prometi cuidar muito bem de você.

Ela deslizou as mãos pelas minhas costas, e, minha Deusa... só de sentir o toque dela em mim...

— Megan...

Minha voz soou como um aviso, mas ela me ignorou. Meu corpo reagiu aos toques dela, e Megan percebeu.

— Quero você, Ethan...

Olhei para ela, incrédulo.

— Aqui? Agora? Não temos nem proteção...

Merda. Eu odiava quando esse meu lado racional aparecia. Mas eu também a queria. Passei as últimas horas pensando nisso.

— Ethan, eu teria me entregado a você naquela cela!

Ela riu, e eu ri junto. A beijei novamente, deixando-a sentir um pouco do efeito que causava em mim.

— Eu estou louco para me enterrar em você, querida, mas não quero que nossa primeira vez seja assim.

Comecei a acariciá-la antes de dizer:

— Quero que nossa primeira vez seja especial.

Minhas mãos desceram lentamente por sua coluna, até chegarem à sua bunda. E, minha Deusa... que bunda era essa.

— Quero te levar para um jantar... — murmurei, trazendo minha mão para frente, deslizando-a até seus seios. Megan era perfeita nos lugares certos. — E depois me enterrar em você.

Sussurrei essa última parte ao pé do seu ouvido, enquanto minhas mãos ainda a exploravam. O gemido que ela soltou quase me fez perder o controle. Precisei de muita força de vontade para não voltar atrás da minha própria decisão.

Megan levou a mão ao meu rosto, fazendo-me encarar seus olhos verdes.

— Não preciso de nada disso, amor. Só de você!

E, sem esperar resposta, ela me beijou. Me beijou com vontade, sua língua dançando junto à minha. Suas mãos começaram a explorar meu corpo no mesmo ritmo que as minhas percorriam o dela. Essa Alfa era terrível... Sem que eu percebesse como, ela me colocou de costas no colchão e montou sobre mim.

Aprofundei nosso beijo, segurando sua nuca com uma das mãos. Por instinto, me levantei um pouco, esfregando-me nela.

Megan gemeu deliciosamente contra meus lábios. Então, afastou-se por um instante e tirou a camisola do hospital.

Me esqueci de respirar.

Ela era linda. Perfeita.

Fiquei hipnotizado.

— Gostou do que viu? — Sua voz carregava malícia.

Megan era o tipo de mulher que não precisava se esforçar para ser sexy. Isso simplesmente era natural para ela. Caramba... Ela estava me deixando louco.

Sem aviso, mudei nossas posições. A cama balançou sob nós quando a virei e fiquei por cima.

Arranquei minha roupa e a joguei junto à dela, nos pés da cama.

— Eu adorei o que vi. E decidi que quero ver pelo resto da minha vida.

Então, sem aviso, me enterrei nela.

Megan ofegou e, antes que pudesse gritar, a beijei.

Me movi dentro dela com desejo intenso. Não houve jantar, nem dia especial, mas, minha Deusa... nada disso importava. Minha necessidade de tê-la era maior que qualquer coisa.

— Pro resto da vida? — ela perguntou, cravando as unhas nas minhas costas.

Um uivo escapou de mim diante da mistura de dor e prazer. Capturei sua boca novamente. Não aguentaria por muito mais tempo, e sabia que ela também estava perto.

Senti Tayros se conectar a mim. Minhas presas se expuseram.

Ainda estocando fundo, nossos corpos colados pelo suor, murmurei com a voz misturada à de Tayros:

— VOCÊ É MINHA!

E cravei minhas presas em seu pescoço.

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