Logan
Tobias havia me chamado para conversar sobre Alfa Lucas. Parece que ele estava tentando reunir todos os Alfas. Dada a nossa situação atual, colocar tantos líderes em um único lugar soava extremamente arriscado. Discutíamos estratégias e analisávamos a possibilidade de comparecer ou não a esse encontro, quando senti as emoções de Isabella. Eram confusas, uma junção de sentimentos que quase me desorientou. Tentei me conectar a ela, mas, como de costume, ela havia me bloqueado.
“Sua pestinha...” murmurei para mim mesmo, chamando a atenção de Tobias.
— Está tudo bem, Alfa? — perguntou ele.
Assenti, tentando focar novamente no assunto. Eu precisava me controlar, não podia correr para Isabella toda vez que sentisse um desconforto vindo dela. Mas era inútil. Meu foco havia desaparecido.
— Podemos continuar amanhã, Alfa — disse Tobias, percebendo minha distração.
— Agradeço, Beta. Amanhã reuniremos Apolo, Ajax e Gabriel para finalizarmos essa questão.
Ele assentiu, desejando-me boa noite antes de seguir para casa. Enquanto eu caminhava de volta para a casa central, deparei-me com Ajax sendo amparado por Gabriel. Meu coração disparou. Seria isso o que eu estava sentindo de Isabella?
Corri até eles. Quando me aproximei, vi Ajax como nunca antes. Seus olhos estavam vermelhos, o rosto abatido, a respiração ofegante. Ele pressionava o peito, na altura do coração. Antes que eu pudesse perguntar algo, Gabriel foi direto:
— Parece que Apolo marcou Angel.
Oh, Deusa... Pobre Ajax. Eu sabia que suas chances com Angel eram nulas, mas ainda assim era doloroso vê-lo assim.
Aproximei-me e o abracei. Ele chorou, e eu senti pena. Ajax sempre amou Angel. Desde crianças, ele a admirava de longe, sem coragem de se aproximar. Quando descobriu que ela era sua companheira, sua felicidade era evidente. Mas meu pai... sempre ele... destruiu tudo, roubando sua chance de ser feliz.
— Sinto muito, tio — disse, com sinceridade. Ele não merecia esse destino.
— É tudo culpa minha. Eu causei meu próprio sofrimento... Estou sendo punido pela Deusa — murmurou, entre soluços.
Apertei-o ainda mais, sentindo a rigidez de seus músculos sob meus dedos. O ar ao nosso redor parecia denso, quase sufocante. Ele precisava sair dali. Ficar perto dela só prolongaria sua dor.
— Vamos embora — sugeri, minha voz baixa, mas firme.
Ele ergueu os olhos para mim, e por um momento, vi o reflexo de um homem que já suportara peso demais. Sem dizer uma palavra, ele assentiu, e seguimos em direção ao meu carro.
Foi quando Apolo surgiu no caminho, os olhos fixos em Ajax, como se estivesse avaliando cada sombra que o envolvia.
— O que veio fazer aqui, Alfa? — perguntei, deixando meu tom seco transparecer o desconforto. Eu entendia o amor dele por Angel, mas Ajax era meu tio, e não permitiria que ninguém se aproveitasse de sua vulnerabilidade.
— Não vim causar problemas — respondeu Apolo, com um peso que parecia sincero. Ele olhou para Ajax e acrescentou, mais sério: — Gostaria de falar com você, Ajax.
Ajax ficou em silêncio por um instante, seus olhos estreitando-se levemente. Por fim, para minha surpresa, assentiu.
— Tem certeza disso, tio? — perguntei, a preocupação evidente em minha voz.
Ele colocou a mão em meu ombro, o toque pesado, mas estranho e reconfortante ao mesmo tempo.
— Sim, Logan. Vou ficar bem.
Apesar de relutante, cedi. Observei Apolo dar um passo à frente, e a tensão entre os dois parecia palpável, como um fio esticado ao limite.
— Pedi para Rosa preparar quartos para vocês dois — disse Apolo, sua voz mais calma agora, mas ainda firme. — Depois do que aconteceu hoje, não acho prudente arriscar.
Meus olhos pousaram em Ajax, esperando alguma reação. Mas ele permaneceu indiferente, como se a ideia de dormir sob o mesmo teto que Apolo e Angel não lhe causasse impacto.
— Tudo bem. Vou deixá-los conversarem — respondi, me afastando um pouco. O peso do momento ainda pairava no ar, mas algo me dizia que aquilo precisava acontecer.
Ambos assentiram e seguiram para o escritório.
Fiquei do lado de fora, admirando a noite. A história de marcas e rejeições mexia comigo. Não percebi Isabella se aproximando. Ela havia se tornado hábil em ocultar sua presença de mim.
De repente, senti suas mãos ao redor da minha cintura. Ela encostou a cabeça nas minhas costas. Ficamos assim por minutos, em silêncio, ouvindo apenas os sons da noite. Até que ela o quebrou.
— Sinto muito pelo Ajax... Mas não posso esconder minha felicidade pelos meus pais — disse, com sinceridade.
Sorri com suas palavras. Sua honestidade e o amor pelos seus sempre me cativavam. Virei-me, e ela levantou o rosto para me olhar. Afastei uma mecha de cabelo que caía em seu rosto e admirei suas safiras brilhando para mim.
— Obrigado — murmurei, antes de dar-lhe um beijo suave. Permiti-me demorar ali, sentindo seu calor. Um simples gesto dela mexia com cada nervo do meu corpo.
— Um passarinho me contou — ela começou, com um sorriso travesso — que um certo Alfa... — colocou as mãos sob minha camiseta, arranhando levemente minha pele.
— Vai passar a noite aqui.
Ela ficou na ponta dos pés para sussurrar em meu ouvido.
— É verdade?
Minha respiração ficou presa por um momento. Seus toques eram irresistíveis.
— Isabella... — adverti, com um tom que não tinha nenhuma firmeza.
— O que foi, meu Alfa? — ela sussurrou, sua voz suave e provocante.
Envolvi uma de minhas mãos em seu cabelo, puxando-o levemente e forçando-a a olhar para mim. Um “O” escapou de seus lábios, e o cheiro de sua excitação inundou minhas narinas. Ainda segurando seus cabelos com uma das mãos, usei a outra para envolver sua cintura e puxá-la para perto. Abaixei-me até seu ouvido e sussurrei:
— Pare de me provocar, sua pestinha, ou me inspiro em seus pais e te marco agora mesmo.
Ela gemeu, seu corpo amolecendo contra o meu.
— Você não ousaria — murmurou, com a respiração já ofegante.
Tirei a mão de sua cintura, mas mantive firme o aperto em seu cabelo. Deslizei meus dedos por sua barriga, lentamente, até alcançar o cós de sua calça. Continuei descendo até o meio de suas pernas. Sua respiração quente em meu ombro me excitava de uma forma quase incontrolável. Precisei de todo meu autocontrole para não ceder ali mesmo, sob o brilho das estrelas. Quando minhas mãos finalmente alcançaram onde eu queria, senti sua umidade, mesmo através do jeans. O som que escapou de seus lábios fez meu membro latejar.
Tomei sua boca em um beijo faminto, o desejo pulsando entre nós a cada toque de nossas línguas. Esfreguei-me contra ela sem pudor — afinal, não era isso que ela queria? Mantive minha mão no meio de suas pernas, provocando-a cada vez mais. Finalizei o beijo mordendo seu lábio inferior.
— Nunca mais me provoque assim — ordenei em um tom autoritário, permitindo que minha aura de Alfa se expandisse levemente.
Seu rosto corou instantaneamente, e ela liberou suas emoções para que eu as sentisse. Franzi a testa, confuso. Percebi sua tristeza antes que ela se afastasse bruscamente do meu aperto.
— Bella — chamei, minha preocupação evidente.

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