Isabella
Meu dia foi de zero a cem com uma facilidade absurda. Para ser sincera, nada no dia de hoje me preparou para este momento. Depois de nossas discussões e da conversa calorosa no início da noite, agora estávamos prestes a dar um novo passo em nossa relação—uma intimidade que, até então, só havíamos tocado na superfície.
Ouvi-lo me dar a chance de recuar mostrava o quanto ele me respeitava. Mas ouvir as palavras “Então eu fico” era uma verdadeira declaração de amor. Ele queria o mesmo que eu.
— Quer que eu vire para que possa tirar suas roupas? — perguntou suavemente, mas seus olhos estavam carregados de luxúria.
Caminhei até ele sem desviar o olhar. O vapor que subia da água quente da banheira tornava a atmosfera ainda mais intensa, tornando nosso desejo quase palpável. Deslizei as mãos sob sua camiseta, sentindo o calor da pele firme sob meus dedos antes de puxá-la para cima e tirá-la. Seu olhar queimava onde me tocava, incendiando cada parte de mim.
Comecei a desabotoar minha blusa, e ele apenas me observou, imóvel, me admirando. Decidi provocá-lo, demorando no processo. O rugido baixo que escapou de sua garganta assim que fiquei apenas de lingerie me fez sorrir. Levantei uma sobrancelha e provoquei:
— Pretende entrar na banheira de calça jeans, Alfa?
Um novo rugido, carregado de desejo, escapou de seus lábios antes que ele se livrasse da calça e da cueca. Eu arfei ao vê-lo por inteiro. Tivemos nosso momento pela manhã, mas agora... agora era diferente. Isso gritava intimidade.
Ele se aproximou, tirando meu sutiã com um único movimento. Seus dedos deslizaram pela lateral da minha calcinha antes de rasgá-la com um puxão.
— Eu tinha gostado da calcinha que Beta Marcos me arrumou — provoquei, maliciosa.
O rosnado que ele soltou vibrou em minha pele. Em um movimento ágil, ele enredou os dedos nos meus cabelos e puxou minha cabeça para trás, colando nossos rostos. Um gemido baixo escapou de mim diante do seu lado dominante.
— Eu compro uma dúzia para você depois — rosnou contra meus lábios antes de mordê-los levemente.
A sensação me atingiu bem no centro do desejo, e tive que apertar as pernas para conter o calor que se espalhava pelo meu corpo. Logan me pegou no colo mais uma vez e me colocou dentro da banheira, entrando logo em seguida.
Se ajeitou atrás de mim e me puxou para o seu colo. Minha Deusa... sentir seu membro duro pressionando minha traseira me transformou em uma máquina de gemidos. Ele pegou a bucha, colocou sabonete nela, jogou meu cabelo de lado e começou a passar a bucha pelo meu pescoço, descendo pelo meu colo, e envolvendo meus seios. Joguei a cabeça em seu peito, o dando acesso total ao meu corpo.
— Precisamos lavar tudo direitinho, amor. — Sua voz saiu rouca, carregada de desejo, enquanto seu membro latejava sob mim.
Desceu lentamente pela minha barriga, seguindo o caminho onde meu corpo mais pulsava. O que esse Alfa estava fazendo comigo? Primeiro, passou a bucha pelo meu sexo. Depois, veio a palma da sua mão. Mordi os lábios, tentando conter os gemidos que insistiam em escapar.
Seus dedos começaram a circular meu clitóris, e minha cabeça tombou para trás em puro deleite. De repente, senti um dedo deslizar para dentro de mim. Arfei com o movimento. Logo, veio outro dedo, preenchendo-me, e minhas pernas amoleceram. A cada investida, um grito rasgava minha garganta. Eu não conseguia me conter. Meu corpo se esfregava contra o dele, sentindo seu membro rijo pressionando minha traseira, o que só me instigava ainda mais.
Enquanto uma mão me preenchia, a outra explorava meu corpo—apertando meus seios, brincando com meus mamilos. Ele virou meu rosto e tomou minha boca em um beijo faminto, refletindo toda a fome que eu sentia por ele.
Senti quando ele posicionou seu membro na minha entrada traseira, mas não me penetrou—ele apenas provocava, me enlouquecendo. Minha Deusa, eu o queria. Meu corpo clamava por ele. Seus dedos mantinham um ritmo preciso dentro de mim, até que um grito de puro êxtase escapou da minha garganta, e então... eu explodi.
Meu corpo derreteu em pura exaustão. Minha respiração estava descompassada, como se eu tivesse esquecido como se respirava corretamente.
Virei-me para ficar de frente para ele e lembrei o quanto ele havia gostado do meu toque pela manhã. Levei minhas mãos até onde ele ansiava por mim, e meus movimentos foram firmes. Não desviei os olhos dos dele nem por um instante. Seus gemidos acendiam o desejo dentro de mim novamente.
Acelerei o movimento de subir e descer das mãos, e ele me puxou para um beijo urgente, abafando seus próprios gemidos contra minha boca. Sua respiração ficou errática, e ele desceu para meus seios, mordendo-os, chupando-os, arrancando gemidos trêmulos de mim. Permaneci ali, observando-o se perder no prazer.
Então, ele jogou a cabeça para trás, soltando um rugido profundo, e senti algo quente escorrer pelas minhas mãos.
— Vou precisar te banhar de novo, amor — disse me provocando.
Nós rimos juntos. Ele beijou minha testa antes de me ajudar a levantar e me conduzir até o chuveiro. Seus toques agora eram delicados, cuidadosos—tão diferentes do Alfa dominante de minutos atrás.
Assim que terminamos, ele pegou uma toalha e me secou com carinho, antes de me enrolar nela e fazer o mesmo consigo. Voltamos ao quarto, e ele pegou uma de suas camisetas para mim. Assim que a vesti, virou praticamente um vestido.
Me abracei, inalando seu cheiro amadeirado de cedro e patchouli, sentindo-me envolvida por ele de todas as formas possíveis.
Senti seus braços envolverem minha cintura por trás, e sua boca roçar suavemente meu ouvido.
— Vamos dormir, sua pestinha.
Com um sorriso na voz, ele me guiou até a cama. Deitei-me enquanto ele ia até o interruptor para apagar a luz. Depois, abriu as janelas, permitindo que o brilho prateado da lua e o frescor da noite invadissem o quarto.
Ele se deitou ao meu lado, de frente para mim, e afastou delicadamente alguns fios teimosos que insistiam em cair sobre meu rosto.
— Eu já te disse o quanto eu te amo hoje?
Olhei para o relógio na mesa de cabeceira. Marcava 00:22. Voltei meus olhos para ele, sorrindo de leve.
— Bem, hoje ainda não.
Ele soltou aquela risada rouca que eu tanto amava e, em um movimento firme, puxou-me para mais perto, passando um braço pela minha cintura.
— Assim está melhor.
Sorri para ele enquanto ele enterrava o rosto na curva do meu pescoço, inspirando fundo antes de sussurrar:
— Então, só para constar... Eu te amo muito, amor.
Suspirei ao ouvi-lo, sentindo meu coração aquecido. Ficamos ali, em silêncio, apenas ouvindo o ritmo tranquilo da respiração um do outro.
Nos braços do meu companheiro, do meu amor, encontrei a paz que eu precisava.
E, antes que o sono me embalasse, sussurrei:
— Eu te amo mais.
Então, a escuridão me envolveu.
Quando acordei, notei que estava sozinha no quarto. Chamei por Logan, mas não obtive resposta.
Ao virar para o lado, vi algumas peças de roupa sobre a cabeceira. Sorri ao pegar a calcinha, as lembranças da noite anterior aquecendo meu peito. Peguei as roupas e segui para o banheiro.
Ao entrar, percebi que já havia tudo o que eu poderia precisar: escova de dentes, cremes para o cabelo… até algumas maquiagens. Um pensamento surgiu em minha mente. Logan não teria tido tempo de providenciar tudo isso pela manhã, o que significava apenas uma coisa…
Esses itens já estavam aqui.
E, mais uma vez, ela surgiu nos meus pensamentos: Megan.
Um peso se instalou em meu peito ao perceber que tudo isso já foi dela.
Respirei fundo, espantando aquela sensação incômoda. Fiz minha higiene pessoal, mas decidi não mexer em mais nada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Filha da Lua: Entre Lobos e Alfas