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Flores Que Florescem Na Lama romance Capítulo 831

Enquanto Heitor escolhia uma cadeira de rodas no andar térreo, Anan subiu até o último andar para começar a olhar as lojas de cima para baixo.

Diferente de Heitor, ela não tinha um alvo específico, apenas uma ideia geral do que procurar.

Começou a analisar as opções metodicamente, descartando-as uma a uma.

— Cachecol... não!

— Escultura de cristal... não!

— Livros... não.

Os xis foram se acumulando até que, no final da lista, não sobrou nenhuma opção adequada.

Até mesmo os guarda-costas que a seguiam sentiram pena da pequena senhorita.

Anan continuou descendo, olhando sem muito interesse para a vitrine cheia de produtos luxuosos, sentindo-se um pouco frustrada.

De repente, ao erguer a cabeça, viu uma placa indicativa à frente: Exposição Especial de Animais.

Seus olhos brilharam e ela mudou de direção na mesma hora.

A exposição ocupava uma área do terceiro andar. Havia muitos animais em recintos de vidro, a maioria cães e gatos de raças caríssimas.

Vários pais passeavam por ali com seus filhos.

Debaixo de cada vitrine havia uma placa com a descrição e o preço.

O mais barato custava na casa dos seis dígitos.

A maioria dos pais comprava cães ou gatos para os filhos, por serem mais dóceis.

Anan observou cada um com muita atenção, parecendo avaliar qual seria o mais adequado para o bisavô cuidar.

Os cachorrinhos tinham energia demais, o bisavô certamente não daria conta.

E os gatinhos?

Eram bem fofos...

Anan apoiou as mãos no vidro, encantada com um gatinho persa de olhar adorável.

O felino roçava no vidro sem parar, miando baixinho.

Ela gostou tanto que quis enfiar a mão pela abertura superior para fazer um carinho.

Antes mesmo de se mover, sentiu um empurrão forte.

— Não encosta no meu gato!

Anan perdeu o equilíbrio e caiu no chão, torcendo levemente o pulso. Doeu um pouco.

Os guarda-costas atrás dela ficaram desesperados. Estavam preparados para proteger a menina de adultos mal-intencionados, mas não de outra criança pequena.

Mas o felino, que parecia tão dócil, de repente deu um arranhão nela e bufou.

Anan olhou para a marca vermelha em seu dedo, um tanto confusa, sem entender por que um gato com cara de bonzinho a havia machucado.

Sendo assim, não poderia dar o bichinho de presente para o bisavô, era muito perigoso. Teria que escolher outra coisa.

Ela ficou um pouco decepcionada.

O choro da garotinha ficou cada vez mais alto, até finalmente atrair a atenção do tio dela.

— Jamile, o que aconteceu?

— Titio! Ela me machucou! Ela me empurrou!

Parecendo ter encontrado seu protetor, a menina começou a tagarelar, fazendo suas acusações.

Adler franziu a testa. Olhou para a sobrinha, sempre tão mimada, e depois para a menina à sua frente. A garota usava boné e máscara, vestia uma jardineira e tinha olhos grandes, redondos e muito bonitos, que transmitiam uma inteligência além de sua idade.

— Ela machucou você?

Jamile não hesitou.

— Sim! Ela me empurrou! E ainda quis roubar o meu gato! Titio, manda a polícia prender ela! Coloca na cadeia!

Como seu pai era uma figura de autoridade na polícia, a pequena Jamile Campos tinha o costume de abrir a boca para mandar prender qualquer um.

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