A dor que ela sofreu acabou se transformando em ódio, um ódio profundo por Alita.
Agora, a principal culpada estava bem ali na sua frente.
— Eu te procurei por muito tempo. Todos os dias eu entrava no mar para tentar te achar...
— Cala a boca! Eu não quero ouvir isso!
Alita ficou em silêncio.
— Foi tão difícil te encontrar. Agora, você vai me obedecer.
Alita tentou argumentar uma última vez:
— Eu tenho algo muito importante para terminar agora. Deixe-me resolver isso primeiro, e depois eu volto para você fazer o que quiser comigo.
— Hahahaha... Você acha que eu sou idiota? Se eu te deixar ir, por que você voltaria?
— Eu voltaria. Foi por minha causa que você caiu. Eu te devo essa.
Alita falou com muita seriedade.
Samanta hesitou, quase cedendo, mas as cicatrizes e a dor em seu corpo a lembravam constantemente de tudo o que havia passado, fazendo seu coração endurecer novamente.
— Impossível. Eu não acredito em você e não vou te soltar.
— Eu...
— Pá!
Samanta deu um tapa forte no rosto dela.
— Nem pense em fugir!
Deixando essas palavras para trás, Samanta virou-se e saiu. Ela precisava preparar os instrumentos de tortura!
A porta se fechou.
Alita passou a língua nos dentes de trás, sentindo um leve gosto de sangue.
O tapa não tinha sido fraco; ela realmente batera com força.
Alita sentiu uma tristeza inexplicável.
Estava feliz por Armanda estar viva.
Mas doía saber que ela não era mais a mesma e que a odiava.
Além disso, sem ela, o que seria daquele fracote do Wesley Camargo...?
Adriana devia estar muito preocupada, não é? Ela ainda tinha coisas importantes para resolver, e era uma droga que estivesse se distraindo por causa dela...
O que Armanda faria com ela?
Vários pensamentos estranhos e confusos inundavam sua mente.
Do lado de fora, Armanda respirou fundo para se acalmar.
Um capanga correu até ela e disse respeitosamente:
— Cunhada, o chefe está chamando.
O homem riu, exibindo vários dentes de ouro.
— Então divirta-se com calma. Só não a mate. Aquela mulher tem alguma utilidade para Helder Casimiro.
Samanta murmurou em concordância, fingindo não ver a pessoa ajoelhada debaixo da mesa, e continuou:
— O que você planeja fazer?
— Em relação à Família Camargo, eu comprei todas as ações que estavam com Tadeu Camargo. Falta só um pouco, que está nas mãos de Wesley Camargo. Corte um dedo daquela mulher e mande para ele, só para dar um susto.
— Está bem.
— Venha cá.
Samanta aproximou-se docilmente.
O homem deu um tapinha na cabeça da mulher que estava embaixo da mesa.
— Saia.
A mulher levantou-se obedientemente e saiu.
O homem ajustou o cinto da calça e disse casualmente para Samanta:
— Venha, sente-se aqui.
Um lampejo de nojo passou pelos olhos de Samanta, mas ela obedeceu com doçura.
— A sua pele continua sendo a mais macia. Quando eu acabar com Helder Casimiro, vou te dar tudo o que você quiser.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...