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Flores Que Florescem Na Lama romance Capítulo 932

A dor que ela sofreu acabou se transformando em ódio, um ódio profundo por Alita.

Agora, a principal culpada estava bem ali na sua frente.

— Eu te procurei por muito tempo. Todos os dias eu entrava no mar para tentar te achar...

— Cala a boca! Eu não quero ouvir isso!

Alita ficou em silêncio.

— Foi tão difícil te encontrar. Agora, você vai me obedecer.

Alita tentou argumentar uma última vez:

— Eu tenho algo muito importante para terminar agora. Deixe-me resolver isso primeiro, e depois eu volto para você fazer o que quiser comigo.

— Hahahaha... Você acha que eu sou idiota? Se eu te deixar ir, por que você voltaria?

— Eu voltaria. Foi por minha causa que você caiu. Eu te devo essa.

Alita falou com muita seriedade.

Samanta hesitou, quase cedendo, mas as cicatrizes e a dor em seu corpo a lembravam constantemente de tudo o que havia passado, fazendo seu coração endurecer novamente.

— Impossível. Eu não acredito em você e não vou te soltar.

— Eu...

— Pá!

Samanta deu um tapa forte no rosto dela.

— Nem pense em fugir!

Deixando essas palavras para trás, Samanta virou-se e saiu. Ela precisava preparar os instrumentos de tortura!

A porta se fechou.

Alita passou a língua nos dentes de trás, sentindo um leve gosto de sangue.

O tapa não tinha sido fraco; ela realmente batera com força.

Alita sentiu uma tristeza inexplicável.

Estava feliz por Armanda estar viva.

Mas doía saber que ela não era mais a mesma e que a odiava.

Além disso, sem ela, o que seria daquele fracote do Wesley Camargo...?

Adriana devia estar muito preocupada, não é? Ela ainda tinha coisas importantes para resolver, e era uma droga que estivesse se distraindo por causa dela...

O que Armanda faria com ela?

Vários pensamentos estranhos e confusos inundavam sua mente.

Do lado de fora, Armanda respirou fundo para se acalmar.

Um capanga correu até ela e disse respeitosamente:

— Cunhada, o chefe está chamando.

O homem riu, exibindo vários dentes de ouro.

— Então divirta-se com calma. Só não a mate. Aquela mulher tem alguma utilidade para Helder Casimiro.

Samanta murmurou em concordância, fingindo não ver a pessoa ajoelhada debaixo da mesa, e continuou:

— O que você planeja fazer?

— Em relação à Família Camargo, eu comprei todas as ações que estavam com Tadeu Camargo. Falta só um pouco, que está nas mãos de Wesley Camargo. Corte um dedo daquela mulher e mande para ele, só para dar um susto.

— Está bem.

— Venha cá.

Samanta aproximou-se docilmente.

O homem deu um tapinha na cabeça da mulher que estava embaixo da mesa.

— Saia.

A mulher levantou-se obedientemente e saiu.

O homem ajustou o cinto da calça e disse casualmente para Samanta:

— Venha, sente-se aqui.

Um lampejo de nojo passou pelos olhos de Samanta, mas ela obedeceu com doçura.

— A sua pele continua sendo a mais macia. Quando eu acabar com Helder Casimiro, vou te dar tudo o que você quiser.

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