Wesley abriu a caixa.
Suas mãos tremeram, quase a deixando cair.
Dentro da caixa, havia um chumaço de algodão, e em cima dele, um pedaço de dedo decepado.
...
O copo escorregou das mãos de Adriana e se espatifou no chão com um som estridente.
Adler Campos levantou-se tenso e foi até ela.
— O que houve? Você se machucou?
Ela pareceu atordoada por um instante.
— Não foi nada, só escorregou. Desculpe.
— Contanto que não tenha se machucado.
Adler chamou o garçom para limpar a bagunça.
Adriana soltou o ar lentamente, sentindo-se inquieta.
Parecia que... algo muito ruim havia acontecido.
Isso a fez perder a vontade de terminar a refeição; ela só queria voltar para casa imediatamente.
Mas Adler perguntou:
— Adriana, você ainda não pensou no assunto?
Adriana teve que forçar sua mente a voltar para o presente e disse com um sorriso:
— Está com pressa?
— Sim, estou.
Adler não soltou a mão dela, segurando-a com firmeza para que não pudesse recuar, e disse em voz baixa:
— Eu quero oficializar as coisas.
— Como namorado?
— Não, mais do que isso.
Adriana entendeu o que ele queria dizer.
Seus pensamentos voaram para Rosana Tavares.
Ela abriu um sorriso.
— Você quer casar?
Adler a encarou fixamente.
— Sim, eu quero casar.
— Você não tem medo?
— Medo de quê?
— De não me conhecer o suficiente e ser enganado por mim.
O tom de brincadeira dela era extremamente sedutor.
Adler deu uma risada baixa.
— E você, tem medo de mim?
— Tenho.
— Hum?
— Mas não custa tentar.
— Você aceita?
— Adriana, só a lei pode garantir os seus direitos.
— Eu confio mais em mim mesma. Um mês após a cerimônia, nós assinamos os papéis. Se você aceitar, nós continuamos. Se não, terminamos tudo depois deste jantar.
Adler desfez o sorriso lentamente, observando o belo rosto de Adriana.
Ela tinha uma expressão orgulhosa, um olhar sério, mas charmoso, como um pavão arrogante que insistia em se manter no topo.
Ele adorava quando ela ficava assim.
Arrogante e imponente.
Como ele poderia abrir mão disso?
Mas ele já não era jovem, e a vontade de ter herdeiros, uma vez despertada, não podia ser apagada.
Ele queria o filho e também queria Adriana.
Mas se Adriana soubesse que ele teria um filho, ela com certeza iria embora.
Ele não podia permitir isso.
Contanto que ele escondesse Rosana bem antes de assinarem os papéis, tudo ficaria bem.
Quando a criança nascesse, ele mandaria Rosana embora, e o bebê seria registrado no nome dele e de Adriana.
Ele já tinha tudo planejado, então, aceitou.
— Está bem. Nós vamos nos casar.
Adriana sorriu e o empurrou de leve.
— Eu tenho exigências para o casamento, então deixe tudo comigo.
Ouvir isso só deixou Adler mais tranquilo. Quanto mais ela se importava com o casamento, mais se importava com ele.
Mal sabia ele que uma grande rede estava sendo lançada sobre ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...