Naquela mesma noite, Adriana contou a Rosana sobre a decisão de se casar.
A primeira reação da outra foi negar.
— Impossível!
— Por que impossível?
Rosana rangeu os dentes.
— Ele nunca se casaria com você neste momento.
Adriana sorriu.
— Você está errada, a decisão é minha. Se não acredita, pode esperar até o dia em que ele agir. Se eu não estiver enganada, é exatamente isso que ele vai fazer.
Rosana fechou a boca e escutou.
Depois de ouvir, ela fez uma expressão de incredulidade.
Mas, pensando bem, era exatamente o tipo de coisa que Adler faria.
Por um momento, Rosana sentiu um calafrio na espinha.
— Nossa aposta continua de pé. Vamos esperar para ver.
...
Depois de desligar o telefone, a expressão vitoriosa de Adriana desapareceu. Ela soltou um suspiro pesado, sentindo-se totalmente inquieta.
O plano que ela estava executando havia chegado a uma fase crucial, e ela não podia simplesmente abandonar tudo.
Mas, e quanto à Alita...?
Ainda não havia notícias.
Ela não aguentou e ligou novamente para Helder.
A ligação foi atendida rapidamente.
— Helder, onde está a Alita?
— Estamos a caminho para buscá-la.
Adriana soltou um suspiro de alívio contido.
— Vocês a encontraram, não é? Que bom. Assim que estiverem com ela, me liguem imediatamente.
— Fique tranquila, farei o mais rápido possível.
— Certo.
Depois que Helder desligou, deparou-se com o olhar chocado de Wesley.
— Você mentiu para a Adriana?
— E eu não podia mentir?
— Se ela surtar, você não vai conseguir segurá-la.
Helder, um pouco irritado, aumentou o tom de voz:
Do outro lado da linha, veio uma voz que era, ao mesmo tempo, familiar e estranha.
— Helder, quanto tempo. Gostou do presente que eu te mandei?
A pessoa falava um português perfeito, sem o menor sotaque que indicasse ser do Oriente Médio.
— Você a pegou.
— Hahahaha, sim. Quem diria que o Senhor Helder, que nunca deu a mínima para mulheres, mudaria o tom de voz por causa de uma.
Helder sabia que havia se exposto, mas agora não importava mais.
— Entregue-a.
— Você acha que vai salvá-la sem pagar nenhum preço? Acha que eu sou tão bonzinho assim?
Helder soltou o ar lentamente.
— O que você quer?
— É simples: a sua vida. Uma vida por outra. Um bom negócio, não acha?
Helder riu com desdém.
— Nenhuma vida no mundo vale mais do que a minha, nem mesmo a dela. Eu não aceito essa condição.
— Não tem medo de que eu a mate?
— Tenho. Eu a amo, é verdade, mas ninguém está acima da minha própria vida. Badi, você conhece muito bem o meu temperamento. Se der para negociar, nós negociamos. Se não der e você a matar, eu posso muito bem guardar luto por ela por dez anos!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...