Alita ficou em silêncio na mesma hora.
Badi adorava destruir as esperanças dos outros e vê-los se desesperando aos poucos.
— A pessoa em quem você depositou suas esperanças nunca virá te salvar! E então, está desesperada? Com medo? Sinta o terror!
Alita revirou os olhos e xingou com todas as letras:
— Idiota.
O rosto de Badi se contorceu de imediato.
— Você está pedindo para morrer! Levem-na para baixo!
Imediatamente, os capangas se aproximaram e arrastaram Alita brutalmente.
Havia um porão ali.
E o porão era a sala de tortura deles.
Quase ninguém saía de lá inteiro.
Quando Samanta descobriu que Badi a havia levado para o porão, já haviam se passado trinta minutos.
Seu rosto empalideceu, e ela se levantou na hora, saindo apressada.
Maldição!
Aquele verme nojento! Ele tinha prometido que não faria nada primeiro!
No porão.
O ar estava impregnado com um cheiro abafado de ferrugem misturado com poeira.
Badi cuspiu no chão, e um sorriso de escárnio distorceu seu rosto feio:
— Ainda não vai se render? Ou ainda espera que o Helder venha te salvar? Ele nunca virá te salvar!
Alita estava amarrada com cordas ásperas, encostada na parede de tijolos frios.
Ela ergueu a cabeça. Seus olhos, por entre os fios de cabelo bagunçados, brilhavam intensamente. Ela não demonstrava raiva, muito menos medo. Em vez disso, soltou uma risada carregada de um sarcasmo indisfarçável.
— Salvar? — Ela repetiu a palavra, como se tivesse ouvido a maior piada do mundo.
— Seu idiota, você acha que eu sou o tipo de coitada que fica chorando, esperando um homem vir me resgatar?
Ela inclinou o corpo ligeiramente para a frente. Embora o movimento repuxasse seus ferimentos e a fizesse franzir a testa, seu olhar era como uma agulha em brasa, perfurando Badi diretamente.
O corpo de Alita tremeu violentamente, e um gemido abafado de dor escapou por entre seus dentes cerrados.
O som nítido e agonizante de ossos se quebrando ecoou no espaço silencioso, soando terrivelmente estridente.
Ela se encolheu como um pássaro com as asas quebradas. O suor frio encharcou sua franja instantaneamente, e seu rosto ficou pálido como papel. Cada respiração trazia uma dor dilacerante no fundo do peito.
Badi ofegava pesadamente. Ele jogou o cano de ferro no chão e olhou para Alita, encolhida e imóvel, parecendo ter recuperado um pouco de sua sensação de controle e triunfo.
Ele encarou ferozmente aquele corpo que tremia levemente de dor e disse, pausadamente:
— Vamos ver até quando os seus ossos duros vão aguentar!
Alita não fez mais nenhum som, engolindo a dor sem soltar um pio.
Apenas os ombros que tremiam de leve e o rosto tão pálido que chegava a ser translúcido mostravam a dor que ela estava suportando.
Vários golpes se seguiram, o som ecoando no ambiente, quase quebrando cada osso de seu corpo.
Alita suportou tudo com firmeza.
Mesmo quando não conseguia mais ficar de joelhos, caindo no chão e se encolhendo, ela não implorou por misericórdia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...