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Flores Que Florescem Na Lama romance Capítulo 937

Alita ficou em silêncio na mesma hora.

Badi adorava destruir as esperanças dos outros e vê-los se desesperando aos poucos.

— A pessoa em quem você depositou suas esperanças nunca virá te salvar! E então, está desesperada? Com medo? Sinta o terror!

Alita revirou os olhos e xingou com todas as letras:

— Idiota.

O rosto de Badi se contorceu de imediato.

— Você está pedindo para morrer! Levem-na para baixo!

Imediatamente, os capangas se aproximaram e arrastaram Alita brutalmente.

Havia um porão ali.

E o porão era a sala de tortura deles.

Quase ninguém saía de lá inteiro.

Quando Samanta descobriu que Badi a havia levado para o porão, já haviam se passado trinta minutos.

Seu rosto empalideceu, e ela se levantou na hora, saindo apressada.

Maldição!

Aquele verme nojento! Ele tinha prometido que não faria nada primeiro!

No porão.

O ar estava impregnado com um cheiro abafado de ferrugem misturado com poeira.

Badi cuspiu no chão, e um sorriso de escárnio distorceu seu rosto feio:

— Ainda não vai se render? Ou ainda espera que o Helder venha te salvar? Ele nunca virá te salvar!

Alita estava amarrada com cordas ásperas, encostada na parede de tijolos frios.

Ela ergueu a cabeça. Seus olhos, por entre os fios de cabelo bagunçados, brilhavam intensamente. Ela não demonstrava raiva, muito menos medo. Em vez disso, soltou uma risada carregada de um sarcasmo indisfarçável.

— Salvar? — Ela repetiu a palavra, como se tivesse ouvido a maior piada do mundo.

— Seu idiota, você acha que eu sou o tipo de coitada que fica chorando, esperando um homem vir me resgatar?

Ela inclinou o corpo ligeiramente para a frente. Embora o movimento repuxasse seus ferimentos e a fizesse franzir a testa, seu olhar era como uma agulha em brasa, perfurando Badi diretamente.

O corpo de Alita tremeu violentamente, e um gemido abafado de dor escapou por entre seus dentes cerrados.

O som nítido e agonizante de ossos se quebrando ecoou no espaço silencioso, soando terrivelmente estridente.

Ela se encolheu como um pássaro com as asas quebradas. O suor frio encharcou sua franja instantaneamente, e seu rosto ficou pálido como papel. Cada respiração trazia uma dor dilacerante no fundo do peito.

Badi ofegava pesadamente. Ele jogou o cano de ferro no chão e olhou para Alita, encolhida e imóvel, parecendo ter recuperado um pouco de sua sensação de controle e triunfo.

Ele encarou ferozmente aquele corpo que tremia levemente de dor e disse, pausadamente:

— Vamos ver até quando os seus ossos duros vão aguentar!

Alita não fez mais nenhum som, engolindo a dor sem soltar um pio.

Apenas os ombros que tremiam de leve e o rosto tão pálido que chegava a ser translúcido mostravam a dor que ela estava suportando.

Vários golpes se seguiram, o som ecoando no ambiente, quase quebrando cada osso de seu corpo.

Alita suportou tudo com firmeza.

Mesmo quando não conseguia mais ficar de joelhos, caindo no chão e se encolhendo, ela não implorou por misericórdia.

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