Quanto mais ela agia assim, mais despertava a maldade nele.
A brutalidade quase desumana de Badi não arrancou sequer um gemido dela.
Justo quando ele ergueu a barra de ferro para esmagar a cabeça dela e espalhar seus miolos, Samanta finalmente chegou e gritou furiosa:
— Pare com isso!!
Badi parou com a barra no ar.
— Samanta?
— Você me prometeu que não a torturaria!
— Mas ela não está morta, está?
Badi jogou a barra de ferro no chão e sacudiu as mãos com nojo para tirar as marcas de sangue, com uma expressão relaxada.
Samanta olhou para trás dele, para a figura deitada que mal parecia humana.
Sua respiração falhou.
— Se ela morrer, o que vamos usar para ameaçar o Helder?
— Que besteira! O Helder não aceitou nada! Essa mulher não serve para nada!
— Se ela realmente não tem utilidade, por que o Helder pagaria um preço tão alto para te caçar?
Não havia como refutar essa frase.
Quando a mente de Badi se acalmou, ele finalmente percebeu isso.
Ele conhecia Helder. Se aquele cara realmente não se importasse, já teria desligado o telefone na cara dele há muito tempo.
Por que ainda estaria negociando?
Ele agiu por impulso.
Mas...
— Contanto que não esteja morta, tudo bem. Ela ainda está respirando, chame um médico.
Samanta conteve a raiva.
— Certo, vou chamar um médico.
Badi riu, aproximou-se e, sem cerimônia, enfiou a mão por dentro da roupa dela.
— Você veio correndo tão rápido... Se importa tanto assim com ela?
Samanta engoliu o nojo.
— Claro. Eu a odeio até os ossos. Se ela morrer tão fácil, não vou aceitar.
— É ódio mesmo?
— Se eu não a odiasse, por que te ajudaria a encontrá-la?
Badi pensou um pouco e concordou, dando um tapa na bunda dela.
— Chame o médico, mande dar um jeito nela. Contanto que respire, serve. Quando terminar, vá me procurar. Minhas mãos estão coçando. Você é a que aguenta mais.
— Se eu morresse, você não ficaria feliz?
— Alita, me irritar não vai te trazer nenhum benefício.
— Não, estou falando sério. Se você quer se vingar, esta é a melhor oportunidade.
Alita valorizava a vida, mas nunca teve medo da morte.
Ela não tinha a ilusão de que alguém viria salvá-la.
Ela não queria que Adriana se arriscasse por sua causa.
Se morresse, sua única preocupação era que Adriana ficasse triste, assim como Anan e Heitor.
Mas ela devia a Samanta no passado, e não estava com raiva por ter sido capturada por ela.
Afinal, Armanda havia caído do penhasco tentando pegar um cacho de frutas silvestres para ela.
A regra da ilha era clara: dívidas devem ser pagas.
Por isso, ela fechou os olhos e expôs seu pescoço vulnerável.
— Se quer se vingar, acerte aqui. Eu te pago o que devo.
O rosto de Samanta mudou, e ela puxou a adaga do bolso.
— Já que você vai morrer de qualquer jeito, é melhor que seja pelas minhas mãos!
No instante seguinte, a adaga desceu com força.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...