Breno estava vigiando a porta o tempo todo. Ao ouvi-lo chamar, entrou rapidamente na sala: — Sr. Valente, o que o senhor deseja?
— Descubra exatamente para onde ela foi.
— A Srta. Aimée foi para Auckland e atualmente está hospedada no hotel XX.
Vico achou que a eficiência de Breno era ótima. Ele riu e elogiou: — Mandou bem. Você conseguiu descobrir isso muito rápido.
Breno sorriu: — Foi porque eu vi no Facebook da Srta. Aimée.
Jonas lançou um olhar mortal em direção a ele: — Ela não deletou você?
Breno: ...
Droga!
Esqueceu que Jonas já tinha sido bloqueado.
— Me dá o celular!
Jonas arrancou o celular da mão de Breno e abriu o Facebook de Aimée. E realmente, a última postagem era: Renascimento.
Hmph, que "nova vida" maravilhosa ela acha que vai ter!
Ela queria largá-lo no passado. Sem chance!
Jonas agarrou o telefone com força, parecendo que iria atirá-lo longe a qualquer momento.
Breno perguntou cautelosamente: — Sr. Valente, então eu devo deletar a Srta. Aimée?
Jonas jogou o celular para ele e respondeu a outra coisa: — Compre as passagens!
Breno olhou para Vico. Ao ver Vico balançar a cabeça, fazendo sinal de que ele não precisava deletar o contato, ele saiu da sala com o coração na mão.
Vico já mal conseguia segurar a risada.
...
Auckland.
Aimée teve um pesadelo.
Ela sonhou que Jonas tentava sufocá-la. Ele olhava para ela como um fantasma, com os dentes cerrados, e gritava: “Você nunca vai se livrar de mim, de jeito nenhum!”
Quando sentiu que ia sufocar, acordou de supetão.
Depois de acordar, vendo que o lugar era estranho, ela finalmente se recompôs.
Aimée foi até a janela e a abriu, sentindo o toque da brisa e a luz do sol.
Ela fechou os olhos, apreciando o momento e relaxando o corpo todo.
Os sanduíches de sua mãe eram uma mistura de oriente e ocidente.
A mãe dela nunca passava maionese no pão, e sim molho de pimenta do Brasil, ou molho geleia.
Aimée deu uma mordida. Com migalhas de pão grudadas nos lábios, ela abriu um sorriso radiante: — Que delícia!
— Olha para você, nem secou o rosto direito.
Helena pegou um lenço de papel e secou o rosto da filha gentilmente.
Aimée ergueu a cabeça e olhou para a mãe, o coração transbordando de felicidade.
De repente, ela se lembrou de uma coisa.
— Mãe, conheci um senhorzinho um tempo atrás, e o Lombo Suíno ao Molho Imperial que ele fazia tinha o sabor idêntico ao seu.
Helena sorriu de forma suave, não achando nada demais naquilo: — Lombo Suíno ao Molho Imperial não se faz sempre do mesmo jeito?
— Até pode ser, mas o gosto era igualzinho ao que você fazia, e o Consommé de Peixe também; ele usava pimenta dedo-de-moça e pimenta-do-reino.
Helena arqueou as sobrancelhas. — Oh?
Isso sim que era uma coincidência.
— Quando eu experimentei, eu fiquei chocada. Pareceu que eu voltei à infância, comendo o seu lombo e a sua sopa de peixe.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Herdeiro Arrependido