Helena sorriu, olhando para ela com carinho e apertando o nariz dela: — Acho que é você que está morrendo de vontade de comer o meu Lombo Suíno ao Molho Imperial, não é?
Aimée sorriu: — Você me pegou.
— Humpf, eu te conheço. Fui eu que te pari. Acha que eu não saberia o que passa na sua cabeça?
— Então, mamãe, quando eu vou poder comer?
— Espera a gente se estabilizar. Mas você tem que ir se preparando. A carne de porco daqui com certeza não é tão gostosa quanto a do Brasil.
— Ué, por quê?
— Aqui, eles não castram os porcos, então o sabor com certeza não é tão bom. Vai ser difícil encontrar uma carne boa.
Helena já tinha vivido ali, então conhecia um pouco de como eram as coisas na região.
— Além disso, depois que comermos, vamos na casa da sua avó.
— Você encontrou ela?
— Sim. Eles se mudaram. Eu pedi para um tiozinho taxista que eu conhecia antigamente e ele me ajudou a achar o lugar onde estão morando agora. A gente já vai para lá.
— Certo.
Antes de irem à casa da avó, tudo estava normal no comportamento de Helena.
Mas ao chegarem à entrada da mansão.
Helena começou a recuar. Ela agarrou Aimée de repente: — E se a gente vier amanhã? Vamos checar o lugar de moradia primeiro.
— Mãe, a gente já chegou aqui.
— Eu acho que hoje não é o momento certo.
— Você está nervosa? — Aimée acariciou as costas da mãe para tranquilizá-la. — Como pode haver ressentimentos entre mãe e filha? A vovó também deve sentir a sua falta.
— Já faz mais de vinte anos que ela não te vê. Quantas vezes a gente vive vinte anos, mãe? Temos que valorizar o momento presente e as pessoas que amamos.
Os olhos de Helena ficaram vermelhos, e ela balançou a cabeça em concordância.
Elas estavam prestes a entrar, quando um carro parou no lado de dentro. Logo em seguida, um homem com cerca de sessenta anos saiu do veículo e correu na direção delas.
Ele apressou os passos e abriu o portão. Quando os olhos dele pousaram em Helena, a incredulidade deu lugar à agitação e, depois, à imensa alegria.
Só então o idoso olhou para a garota: — Meu Deus, essa é a netinha da casa, não é?
— Você é a cara, simplesmente a cópia da sua mãe quando ela era jovem. E também se parece um pouco com a senhora na juventude.
O Sr. Albano seguia Dona Aurora desde a juventude, e ela sempre o havia tratado como a um irmão mais novo. Por isso, quando foi para o exterior, ela também pediu para ele ir e cuidar das tarefas diárias da mansão.
— Aimée, este é o seu avô Albano.
Helena os apresentou.
Aimée deu um sorriso educado: — Olá, vovô Albano.
— Olá, olá. A senhora vai adorar ver você.
O Sr. Albano correu para guiá-las ao carro. O veículo andou quase três quilômetros no interior do terreno antes de chegar em frente ao Solar das Gardênias, uma residência de estilo oriental clássico com paredes rebocadas de branco e telhados cinza.
Em um lugar estrangeiro como aquele, encontrar esse tipo de arquitetura era algo realmente incomum.
Até dava uma sensação reconfortante de estar de volta a casa.

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