Quando se encontraram no dia anterior, tudo se resumia ao fato de ela se importar com ele ter ficado noivo e não ter contado a ela, não era?
Ele não contou sobre o noivado justamente para não vê-la sofrer, não conseguia imaginar outro motivo para ela ficar brava.
Quando ela se acalmasse, com certeza iria entender.
Além do mais, o que aquele acordo de noivado significava?
Ele não entendia por que as mulheres se importavam com isso.
O Assistente Breno deixou ele sem nenhuma ilusão com suas palavras. — Mas eu acho que, desta vez, a senhorita Aimée parece determinada a não voltar atrás.
Jonas o encarou. — O que você entende disso?
Assistente Breno: ...
— Ficamos juntos por três anos. Será que durante esses três anos, a felicidade dela foi falsa? E os sentimentos dela também?
Sempre que ele a procurava, ela estava sorrindo.
Ela concordava com tudo o que ele dizia.
Ela sempre foi calma e compreensiva com ele, nunca brigava nem criava confusões por nada.
Ele não acreditava que tudo nos últimos três anos fosse mentira.
A sua Aimée tinha sentimentos por ele.
Era a pessoa mais compassiva e a mais fácil de agradar. Ela nunca fazia drama e nunca o envergonhava ou o deixava sem saída.
Sempre que havia algum atrito entre eles, bastava ele dar uma brecha que ela cedia, sem fazer escândalo.
Desta vez, com certeza seria igual.
Jonas não tinha a menor dúvida sobre isso.
Mas ele não sabia o porquê de seu coração continuar apertado, muito inquieto.
O Assistente Breno queria dizer mais alguma coisa, mas Jonas lançou-lhe um olhar de aviso. — Você está falando demais hoje!
O Assistente Breno suspirou. — Sr. Valente, é sobre o Mauro.
— Então fale, o que aconteceu com ele agora?
A empresa do Mauro já era apenas uma casca vazia, devendo meses de salário aos funcionários. Os poucos pagamentos na conta haviam sido desviados por Mauro para uso pessoal.
Para ser sincero, Jonas adorava aquela sensação. Nos olhos dela, ele via a admiração que ela sentia por ele, então acabava contando mais detalhes de como o mercado funcionava.
Depois, ele pediu para abrirem uma conta para ela, transferiu dinheiro e disse para ela se divertir um pouco, se quisesse.
Ele também a orientou de propósito, dizendo a ela o que comprar e o que não comprar.
Foi nessa época que Aimée perguntou sobre aquela ação de tecnologia. Naquele momento, as ações estavam em alta e subindo sem parar, e ela perguntou se poderia comprar.
Jonas disse claramente a ela para não mexer com aquilo de jeito nenhum, que era um investimento arriscado que só traria prejuízos para quem entrasse.
Aquilo era uma manobra do capital para tirar dinheiro e que, no final, acabaria prendendo o dinheiro da maioria das pessoas.
Então, quando ela perguntou com tantos detalhes na época, não era por admiração a ele, mas sim com outro objetivo?
O Assistente Breno continuou: — Eu mandei verificarem a situação do Mauro. Ele está muito mal agora. Parece que ele pegou dinheiro com agiotas e, o mais engraçado, é que ele foi pedir dinheiro aos seus rivais e disse a eles que, se usasse o seu nome, poderia conseguir um tempo, ou até não pagar. Acabou apanhando feio.
Jonas: ...
Usar o nome dele?
Suas pálpebras tremeram. Por que parecia que tudo isso tinha sido obra de Aimée, manipulando Mauro a fazer essas coisas?

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