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Herdeiro Arrependido romance Capítulo 205

— Deixa a Letícia ir ver isso. É muito longe e o lugar é isolado. Não é adequado para uma moça ir.

Os olhos de Dona Helena desviaram, e ela se recusou de qualquer forma a deixar Aimée ir procurar Dante Viana pessoalmente.

Dante Viana era o fundador e presidente da Harmony Imobiliária, e aquele incidente do passado fez a empresa dele falir.

Além disso, o verdadeiro objetivo da pessoa por trás de tudo era, no fim das contas, o terreno que estava com Dante.

Aimée achou que talvez esse Sr. Viana soubesse de algumas coisas.

Mas a insistência da mãe em não deixá-la ir era realmente muito estranha.

Quando a mãe adormeceu, Aimée ligou para Letícia para perguntar. Letícia disse: — Que coincidência. O lugar onde Dante mora agora é justamente a cidade natal do seu pai, a Vila Serena. Como a velha voltou para o interior, a Dona Helena deve estar com medo que você vá lá, encontre ela, e a velha faça alguma coisa para te prejudicar.

— Entendi.

Como ela havia pensado, a mãe estava agindo estranho.

Aimée segurou o telefone e viu a polícia se aproximando de lado.

Junto com a polícia vinha Mauro Cavalcante, sentado em uma cadeira de rodas.

Aimée desligou o telefone.

A polícia se aproximou e, antes de falarem alguma coisa, Mauro já apontou o dedo para ela: — É ela, policial. Foi ela quem me empurrou pro telhado e queria me jogar lá de cima. Isso é assassinato, né?

Ao lado deles, enfermeiras esticavam as cabeças para espiar, e os parentes dos pacientes também saíram para olhar o movimento.

— Prendam essa assassina e punam-na por tudo o que fez!

Mauro cerrou os dentes.

Ninguém sabe o quanto ele passou de pânico lá em cima no telhado.

Depois que ela saiu, ele ficou com tanto medo de se mexer que acabou mijando nas calças de pânico.

Foi uma tremenda humilhação!

— A moça está com a razão!

O policial deu uma olhada em Aimée e a examinou de cima a baixo. Uma garota tão meiga, não parecia de jeito nenhum a assassina perversa da qual Mauro falava.

No entanto, as aparências enganam e a polícia não pode julgar o caso baseada em simpatias.

Os procedimentos precisavam ser seguidos!

— Você é a Aimée?

— Sim.

— Seu tio prestou queixa dizendo que você cometeu uma tentativa de homicídio ao empurrá-lo pro telhado. Isso aconteceu?

— Eu o empurrei pro telhado, sim.

— Tá vendo? Ela confessou, eu não falei que foi assassinato? — Mauro deu uma risada fria e pensou, desta vez eu acabo com você de vez!

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