A expressão do policial pesou.
Porém, Aimée riu: — Mauro, eu vi que o quarto estava muito abafado e te levei pra tomar um ar, como você pode dizer que foi homicídio?
Mauro paralisou: — Mentira, você obviamente queria me matar.
— Policial, não podem acreditar nela.
O policial franziu a testa, com ar severo: — Você diz que só o levou para tomar um ar? Tem alguém para confirmar isso?
— Também não tem ninguém para confirmar que eu queria matar ele.
O policial ficou em silêncio.
Aimée disse: — A minha mãe por acaso está internada aqui, eu vim dar uma olhada e até pedi para alguém levá-lo de volta pro quarto. Se não acredita, podem ir confirmar.
Assim que a voz de Aimée baixou, um homem chegou correndo: — Chefe, eu fui confirmar, foi a Enfermeira Lima do andar cirúrgico que empurrou o Mauro de volta. Ela disse que a Dra. Aimée ligou pedindo.
Aimée sorriu: — Eu não menti, menti? Se eu quisesse matar ele, eu faria todo esse alvoroço nas câmeras de segurança o empurrando pro telhado? Iria pedir para alguém empurrá-lo de volta?
Ao ouvir isso, Mauro entrou em pânico: — Desculpa, isso é só desculpa! Você claramente queria me deixar lá em cima por vários dias para eu morrer sozinho, queria até que um raio caísse em mim.
Aimée olhou para ele: — Mauro, você mandou as pessoas destruírem a minha casa e acabou mandando a minha mãe para o hospital. Eu nem reclamei com você. Eu vi você sozinho no hospital e quis te levar para tomar um ar. Por que você fez uma denúncia falsa pra se vingar?
— Além disso, a polícia está ocupada. Você não pode chamar a polícia para resolver briga de família, só faz perder o tempo dos agentes.
Mauro ficou atônito.
Como ele nunca notou antes que essa garota sabia falar tão bem?
Na frente dele antes ela não estava assim.
O olhar dela estava envenenado, ela queria acabar com a raça dele.
Mauro se desesperou: — Como foi uma denúncia falsa? Essa garota só conta mentiras, policial, não acreditem nela...



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