Dona Mônica franziu a testa, lembrando-se do que Aimée havia dito antes, e deu uma risada fria: — Muito bem, eu pretendia pegar uma mão dela, mas já que você quer tanto substituí-la, farei a sua vontade.
— Jonas, saia daqui agora mesmo! Essa confusão não tem nada a ver com você, não se meta! — gritou Aimée, franzindo a testa.
O coração de Jonas se encheu de amargura. Mesmo agora, ela desdenhava da ajuda dele?
Mas o que ele poderia fazer?
Ele simplesmente não conseguia assistir de braços cruzados enquanto ela era machucada.
Jonas assentiu: — Certo, eu tomo o lugar dela!
— Você enlouqueceu? Ela não tem coragem de me machucar, fuja. — Aimée tentou continuar a falar ansiosa, mas Dona Mônica fez um sinal para o subordinado.
O segurança ergueu a mão num piscar de olhos e desferiu um forte golpe na nuca da Aimée.
A visão dela escureceu instantaneamente, e ela desmaiou no chão.
Jonas se desesperou: — Eu disse para não tocar nela!
— Fique tranquilo, já que você quer substituí-la, eu mandarei alguém levá-la de volta. — Dona Mônica o olhou friamente.
Jonas aceitou seu destino e arregaçou as mangas, sem hesitar por um momento, mas Priscila ficou desesperada: — Não! Mãe, não pode!
— Tranque-a. — disse Dona Mônica, impaciente.
— Mãe!
— A Sra. Hoffman realmente acha que a Família Hoffman pode cobrir o céu com as próprias mãos na capital?
Da porta de fora, soou a voz do Sr. Olavo Monteiro.
Dona Mônica achou que tinha ouvido errado. Quando levantou os olhos, viu Vico afastar os seguranças, e o Sr. Olavo Monteiro realmente havia aparecido ali.
Assim que o Sr. Olavo entrou, viu Aimée desmaiada no chão, e seu rosto escureceu na mesma hora, cheio de tensão: — O que você fez com ela?
Vico também se apressou, checou a respiração de Aimée e, confirmando que ela estava bem, balançou a cabeça para o avô. O velho, então, soltou um suspiro de alívio.
Dona Mônica não conseguia entender por que a Família Monteiro estava se metendo.
Ela fechou a expressão: — Tio Olavo, isso é uma rixa pessoal entre mim e eles. Peço que não interfira.
— E se eu insistir em interferir? — O rosto do Sr. Olavo ficou severo, sua expressão carregava uma autoridade intimidante.
— Ha, culpa dele? Vocês dizem o que querem? O que não entendo é por que o senhor tem que interferir nisso?
— Aimée é uma criança da minha Família Monteiro, minha própria neta. Me diga, eu deveria interferir ou não?
Dona Mônica ficou chocada.
Todos os presentes estavam surpresos.
Jonas olhou para Vico em busca de confirmação. Vico sorriu; ele também não entendia tudo, mas assentiu mesmo assim.
— Como isso é possível. — Dona Mônica não acreditou. — Não tem graça o senhor usar algo assim para me enganar.
— Enganar você? Você não merece. Eu vou deixar bem claro hoje: Aimée é da minha Família Monteiro. Se você quer tocá-la, vai ter que passar por cima do meu cadáver!
O Sr. Olavo falou e olhou para Vico: — O que está esperando? Leve-a embora.
Vico se assustou e rapidamente pegou Aimée no colo para sair.
Os seguranças, no entanto, deram um passo à frente bloqueando o caminho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Herdeiro Arrependido