Se algo realmente acontecesse com ele, será que não haveria ninguém para apoiá-lo?
Nesse caso, por que ele veio até aqui procurar a morte sem se importar com nada?
Ele não era sempre aquele que melhor compreendia as vantagens e desvantagens?
A chuva lá fora batia no chão, borrando o vidro e a figura na noite chuvosa.
A mente de Aimée estava uma confusão, e o som apressado da chuva parecia apressá-la a tomar uma decisão.
Se a Letícia não conseguir ajudar ela a escapar, vai ser quase impossível sair daqui sem sofrer nenhum mal.
Seu coração batia acelerado, e o tique-taque do relógio antigo também a deixava inquieta.
Ela estava pensando em como sair da situação quando Dona Mônica perdeu a paciência e fez um sinal para os homens: — Comecem.
O homem ao lado assentiu e sacou imediatamente uma faca de trás das costas.
O segurança mais próximo de Aimée também a agarrou, forçando-a a esticar a mão direita.
— Victor não te contou por que jogou polo comigo?
Aimée falou apressada, debatendo-se, mas acabou forçada a se ajoelhar no chão.
Dona Mônica não ligou para o que ela disse, pelo contrário, apressou os homens: — Andem logo!
— Você acha que seu filho usaria uma competição para afastar alguém? Ele poderia ter usado outros métodos, por que jogou contra mim?
Dona Mônica franziu a testa.
— Porque tenho provas dos crimes dele!
Vendo a faca prestes a descer, Aimée fechou os olhos e arriscou tudo: — Ele envolveu menores de idade em seus crimes! A senhora realmente quer que todo esse escândalo venha à tona e destrua a reputação da família Hoffman?
— Se a senhora me fizer algum mal, o advogado Davi Fontoura vazará todas as provas desse crime na internet em instantes!
Os olhos de Dona Mônica tremeram, e seu coração deu um salto: — Esperem!
O advogado Davi que ela mencionou era Davi Fontoura?

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