— Naquele dia você apanhou muito para salvar ela, depois perguntei se ela queria ir te visitar e ela recusou imediatamente.
Se a Aimée ficasse com o coração mole, Vico acharia que ainda tinha chance.
Mas aquela garota tinha um coração duro.
Jonas sorriu amargamente: — Foi bom ela não ter ido, eu não queria que ela ficasse preocupada.
Vico: ...
Jonas serviu o chá: — Eu só queria conseguir a aprovação de vocês primeiro, antes de ir atrás dela.
— E quanto à Priscila Hoffman?
— Naquela noite já deixei tudo claro. — Jonas disse e, achando que não era suficiente, acrescentou: — Vou soltar uma nota anunciando que cancelei o noivado com a Família Hoffman.
Vico concordou: — Certo, se você vai conseguir conquistá-la de novo ou não, vai depender da sua capacidade. Não posso te ajudar, o vovô quebraria as minhas pernas.
— Valeu, irmão.
Vico estava muito desacostumado a ser chamado de irmão por ele: — É melhor você me chamar como chamava antes, tenho medo que o meu avô ouça e ache que sou um traidor.
...
Por vários dias seguidos, a Família Monteiro enviou pessoas para entregar todo tipo de comida, roupas e itens de uso diário.
A sala, que tinha apenas algumas dezenas de metros quadrados, ficou cheia de caixas de presentes variadas. Havia mais de cem caixas no total, apenas com bolsas e roupas.
Aimée olhou para aquelas coisas e não sabia muito bem por onde começar a arrumar.
Helena também ficou com dor de cabeça: — Nossa, por que compraram tanto? Tem mais de trinta pares de sapatos só para ela.
Helena quis ajudar a guardar as coisas e pegou uma caixa: — Ué, tem até livros?
Ela tirou os livros de dentro: — Foi a sua colega que mandou para você?
Aimée pensou por um momento.
Aqueles livros eram todos sobre medicina, quase fora de catálogo e difíceis de comprar.
Houve uma época em que Aimée os procurou na internet, e até as cópias piratas eram difíceis de encontrar.
Seria impossível sua colega passar por todo o trabalho para encontrar aqueles livros para ela.
A única pessoa que poderia conseguir esses livros era...
— Aimée?
Vendo que ela estava distraída, Helena olhou para ela com preocupação: — O que foi?
— Nada. — Aimée forçou um sorriso. — Mãe, você não pode fazer esforço, não precisa guardar isso. Eu mesma arrumo aos poucos.
— Mas tem tantas coisas...
E o histórico das buscas pelos livros, ele com certeza também tinha visto.
Eh, então ele também devia ter visto que ela tinha pesquisado aquela frase?
"O parceiro sexual demora um pouco demais, é um pouco grande, como fazê-lo terminar mais rápido?"
Aimée ficou com muita vergonha!
Seu rosto corou instantaneamente!
Como ela pôde esquecer de apagar o histórico de pesquisa?
Suas orelhas ficaram vermelhas e ela colocou as palmas das mãos frias nas bochechas quentes.
Aimée pegou o copo de água ao lado, querendo beber um pouco para se acalmar, mas acidentalmente engasgou.
Quando ouviu ela tossindo, Helena estava prestes a sair.
Com medo de que a mãe visse seu rosto corado, Aimée rapidamente inventou a desculpa de sair para comprar molho de soja e saiu.
Ela saiu do corredor e, sem esperar, viu o carro de Jonas estacionado na vaga bem em frente à entrada da escada.
A janela estava meio abaixada e ele estava sentado no banco do motorista, mordendo um cigarro, mas parecia não ter acendido.
Seus olhares se encontraram e ambos ficaram surpresos.

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