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Laços do Coração.A babá do Destino. romance Capítulo 107

Eduardo

Acordo sentindo um vazio na cama, tateio meu lado e Stella não está. Imediatamente corro para o banheiro, com medo dela estar passando mal de novo, mas ela não está lá, começo a olhar pelo quarto até que vejo um bilhete.

— Onde será que ela está, hoje é terça-feira, ela não sairia assim, exceto se fosse muito importante.

Pego o celular e decido ligar para ela, não demora muito escuto sua voz.

— Bom dia, meu amor.

— Bom dia, minha linda! Fiquei preocupado princesa, está tudo bem com você e a Emma?

— Está, sim, meu amor, coisas de menina.

— Está com segurança? — Pergunto preocupado.

— Sim, amor, meu Sombra está acompanhando cada passo. — Sorrio com a sua fala.

— Que bom, assim fico mais tranquilo, vou sentir sua falta no café. — Ela sorri, antes que pudesse dizer algo falo: — Em falar em café, vê se come hein, precisa se alimentar, como estava vomitando ontem, perdeu muitas vitaminas.

— Estou em uma cafeteria com Emma, neste exato momento.

— Ótimo, qualquer coisa me liga. Beijos minha linda!

— Beijos, meu amor.

Desligo o telefone e começo me preparar para o dia, decido malhar um pouco.

Stella

— Era ele? — Digo sim com a cabeça. — Amiga, tenho certeza que ele vai querer o bebê, ele já tem a Bella, não tem o porquê se recusar o seu.

— Tem se ele só estiver comigo para se aliviar.

— Para de ser ridícula, o homem te pegou no colo e te levou para dormir com ele, se quisesse só te “comer” como diz, ele não faria isso.

— Então, por que só ficamos no quarto de hóspedes? — Pergunto encarando-a

— Não sei, Stella, realmente não tenho resposta para essa pergunta, o único quem pode te responder é o Eduardo. Às vezes foi uma promessa a falecida, ou ele não se sente bem… sei lá.

— Odeio essa situação, quero-o só para mim, não quero dividir, ainda mais com uma morta.

— Isso foi cruel. — Emma diz com uma careta.

— Eu sei, — digo deixando o bolinho de lado, pois o recheio de morango me deixou enjoada. — Odeio quando recheiam com caldas industrializadas.

Emma ri, porque meu humor está um caos, ora estou brava, minutos depois deprimida ou irritada.

— Quer que eu peça outra coisa? — Ela pergunta tentando não rir, mostro a língua para ela e digo que quero pão de queijo.

— Onde vou arrumar pão de queijo para você em Boston? E eu nem sei o que é isso! Nunca comi.

Bufo com sua fala, teremos que passar no supermercado. Esse pãozinho é brasileiro, minha vó sempre faz quando vamos visitá-la no Brasil.

Fomos ao supermercado, compramos tudo o que precisava e seguimos para o apartamento da Paloma.

— O que é tudo isso? — Paloma pergunta olhando para as sacolas nas mãos do meu, sombra.

— Nem pergunta, se for neném mesmo, os desejos já começaram. Prazer, sou Emma, melhor amiga/ irmã/ cunhada da Stella.

— Uou! Se tem tantos títulos assim, quer dizer que é muito importante. — Poloma diz rindo.

— Aff, sem paciência para as brincadeiras, estou na cozinha. — Digo seguindo para onde vou matar meu desejo.

— Gostei dela — Paloma diz sem volume na voz, apenas gesticulando.

— Ela é uma fofa, nosso estilo, doidinha.

Assim que Emma volta, diz que vou ter que voltar com ela para ele ver que ela está viva e bem, todas rimos, então digo séria.

— Temos um problema.

— Que problema? — elas perguntam juntas.

— Temos que nos livrar do Sombra, não quero que o Eduardo saiba que fui em uma clínica de ginecologia.

— Podemos sair pelo fundo, a portinha onde o zelador usa para colocar os tambores de lixo na rua.

— Perfeito, vamos então descobrir se serei titia. — Emma diz esfregando as mãos.

Saímos conforme Paloma disse, já tinha um carro de aplicativo nos esperando, ao parar em frente à clínica, Emma me olha com expectativa, enquanto retribuo o olhar apavorada.

— Pronta? — Emma pergunta segurando em minha mão.

— Não, mas temos que ir. — Entramos as três juntas, uma de cada lado.

Passo meus dados a ficha é feita, primeiro passarei com o ginecologista, então ele solicitará o exame.

Uma hora depois retorno à sala do médico.

— Parabéns, Stella, você está com treze semanas.

— O que isso significa, doutor? — Pergunto sabendo a resposta, mas preciso ouvir, para talvez acreditar.

— Que acabou de entrar no quarto mês de gestação. — Arregalo o olho, minhas amigas estão pulando e gritando em silêncio.

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