Eduardo
Acordo sentindo um vazio na cama, tateio meu lado e Stella não está. Imediatamente corro para o banheiro, com medo dela estar passando mal de novo, mas ela não está lá, começo a olhar pelo quarto até que vejo um bilhete.
— Onde será que ela está, hoje é terça-feira, ela não sairia assim, exceto se fosse muito importante.
Pego o celular e decido ligar para ela, não demora muito escuto sua voz.
— Bom dia, meu amor.
— Bom dia, minha linda! Fiquei preocupado princesa, está tudo bem com você e a Emma?
— Está, sim, meu amor, coisas de menina.
— Está com segurança? — Pergunto preocupado.
— Sim, amor, meu Sombra está acompanhando cada passo. — Sorrio com a sua fala.
— Que bom, assim fico mais tranquilo, vou sentir sua falta no café. — Ela sorri, antes que pudesse dizer algo falo: — Em falar em café, vê se come hein, precisa se alimentar, como estava vomitando ontem, perdeu muitas vitaminas.
— Estou em uma cafeteria com Emma, neste exato momento.
— Ótimo, qualquer coisa me liga. Beijos minha linda!
— Beijos, meu amor.
Desligo o telefone e começo me preparar para o dia, decido malhar um pouco.
Stella
— Era ele? — Digo sim com a cabeça. — Amiga, tenho certeza que ele vai querer o bebê, ele já tem a Bella, não tem o porquê se recusar o seu.
— Tem se ele só estiver comigo para se aliviar.
— Para de ser ridícula, o homem te pegou no colo e te levou para dormir com ele, se quisesse só te “comer” como diz, ele não faria isso.
— Então, por que só ficamos no quarto de hóspedes? — Pergunto encarando-a
— Não sei, Stella, realmente não tenho resposta para essa pergunta, o único quem pode te responder é o Eduardo. Às vezes foi uma promessa a falecida, ou ele não se sente bem… sei lá.
— Odeio essa situação, quero-o só para mim, não quero dividir, ainda mais com uma morta.
— Isso foi cruel. — Emma diz com uma careta.
— Eu sei, — digo deixando o bolinho de lado, pois o recheio de morango me deixou enjoada. — Odeio quando recheiam com caldas industrializadas.
Emma ri, porque meu humor está um caos, ora estou brava, minutos depois deprimida ou irritada.
— Quer que eu peça outra coisa? — Ela pergunta tentando não rir, mostro a língua para ela e digo que quero pão de queijo.
— Onde vou arrumar pão de queijo para você em Boston? E eu nem sei o que é isso! Nunca comi.
Bufo com sua fala, teremos que passar no supermercado. Esse pãozinho é brasileiro, minha vó sempre faz quando vamos visitá-la no Brasil.
Fomos ao supermercado, compramos tudo o que precisava e seguimos para o apartamento da Paloma.
— O que é tudo isso? — Paloma pergunta olhando para as sacolas nas mãos do meu, sombra.
— Nem pergunta, se for neném mesmo, os desejos já começaram. Prazer, sou Emma, melhor amiga/ irmã/ cunhada da Stella.
— Uou! Se tem tantos títulos assim, quer dizer que é muito importante. — Poloma diz rindo.
— Aff, sem paciência para as brincadeiras, estou na cozinha. — Digo seguindo para onde vou matar meu desejo.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Laços do Coração.A babá do Destino.