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Laços do Coração.A babá do Destino. romance Capítulo 118

Eduardo

— Léo, você está bem? — Pergunto enquanto saímos de casa.

— Sim, por quê? — Ele responde sem entender.

— Digo para dirigir? — Falo encarando-o

— Não sei, confesso que não peguei em nenhum veículo, desde o atentado.

— Tenta dirigir meu carro, se conseguir, vai dirigindo, enquanto resolvo alguns problemas. — Ele me olha surpreso, mas assente com a cabeça.

Léo vai dirigindo enquanto ligo para o Michael.

— Caralho, Eduardo, onde você está? — Ele diz bravo assim que atende o celular.

— Saindo da cidade da Stella, do que precisa? — Pergunto seco.

— Do que preciso? Está zoando com a minha cara? Estou tendo uma reunião atrás dá outra, tendo que cumprir a minha agenda e a sua. O que caralho aconteceu para você sumir desse jeito?

— Merda! Não estou com cabeça para os negócios agora, vou ligar para o Jurídico e passar vinte porcento das ações para você, não será mais meu braço direito e sim meu sócio, então cuide da nossa empresa. Quanto a minha secretária, acho que consegui uma, só preciso da confirmação dela.

— Cara, você está louco? Que porra está acontecendo? Nem quando Savanna morreu você se desligou tanto assim da empresa.

— Stella viu uma cena minha com a Lily, entendeu errado e sumiu grávida dos meus filhos. Agora entende por que estou sem cabeça para os negócios.

— Como você solta uma bomba dessa desse jeito? Irmão quer que eu… — Corto-o dizendo:

— Não, estou com o irmão dela do meu lado, preciso que cuide da nossa empresa.

— Sabe que vou cuidar tendo vinte porcento das ações da empresa ou não tendo, não sabe? — Ele diz com seu tom sério de negócios.

— Sei, mas você merece, não por agora, mas por sempre estar ao meu lado. Preciso desligar, mas se ver a sua irmã, peça para ela mudar de país, porque se eu a encontrar, juro que não respondo por mim.

— Pode deixar que com ela eu me acerto. — Ele diz com um tom grave.

— Obrigado irmão, preciso desligar, tenho que fazer algumas ligações. Ah, antes que me esqueça, peça para Brian encontrar comigo na delegacia, por favor.

— Na delegacia? Por quê? — Michael pergunta.

— Porque quero que Chloe apodreça na cadeia. — Respondo com ódio na voz.

— O que não está me contando? — Ele pergunta intrigado.

— Ela tentou matar Stella, está presa e quero que continue assim.

— Puta que pariu. Ela enlouqueceu? — Michael diz.

— Se está louca eu não sei, mas que vou acabar com ela, eu vou.

Michael

Desligo a chamada com o Edu, e fico um tempo parado pensando em como meu amigo já sofreu, e como ele tem estado diferente ao lado da Stella.

— Eu não fiz nada, ele está louco mãe.

— NÃO FEZ NADA! A STELLA SUMIU POR SUA CAUSA! E detalhe grávida do Eduardo. Porque você fez uma ceninha ridícula de menina apaixonada. — Começo a tocar a cabeça dela com meu dedo indicador dizendo: — Coloca na sua cabeça, ele somente gostou de você como irmã, como gosto de você.

— O quê? — Minha mãe coloca a mão na boca. — Meu Deus! Tadinha da Stella.

— Dá Stella? Sou sua filha, tem que ter dó de mim.

— Dó de uma pessoa que arruína a felicidade, dá outra e zomba com as amigas? Sabia que ela quase foi atropelada? Que quase perdeu os bebês, e tudo por sua culpa.

— Porque por minha culpa, não fui eu que tentei atropelar ela. Não tenho culpa que aquela golpista não presta atenção na rua. — Minha mãe dá um tapa na cara da Lily.

Arregalo os olhos surpreso, pois minha mãe nunca levantou a mão para nós.

— Vo. Você me bateu mãe?

— Bati, e me arrependo de não ter feito isso antes, porque você virou um nojo de mulher, mimada, chata, de coração frio. Como pode falar essas coisas? Essa não foi a Educação que te dei.

— ODEIO VOCÊS, ODEIO. — Ela diz correndo para longe de nós.

Caminho até minha mãe e a abraço com carinho.

— Onde foi que errei na criação dela? — Ela pergunta chorando. Afago suas costas e digo:

— Erramos quando não ensinamos o “não” para ela. Lily sempre foi nossa princesinha, a caçula da casa, sempre teve o que queria, na hora que queria. Então, ela acha que pode tudo, quando, na verdade, existe uma linha tênue entre o que pode e o que não pode ser dito, assim como o que pode ou não ser seu. Não se culpe, mãe, você foi e é uma mãe maravilhosa.

— Obrigada, meu filho! — Fico abraçado com a minha mãe até que ela se acalma e voltamos juntos para dentro da casa.

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