Leonardo
Estou na casa do Eduardo, sentado no jardim, em um banco abaixo de uma árvore, ele está fazendo a Bella dormir, a coitadinha ainda estava muito assustada quando chegamos em casa.
Me pego pensando, onde está minha irmã, se ela está bem, se está alimentando, cuidando dela e dos bebês… Ainda não consigo entender, como Stella foi capaz de ir embora sem falar comigo.
Nós éramos inseparáveis, depois do transplante então, nos unimos mais ainda. Ela sempre foi minha outra metade, e não saber onde ela está, ao mesmo tempo que me sinto traído, me sinto um inútil, um péssimo irmão. Será que ela não confia mais em mim?
Minha briga interna é interrompida pelo toque do meu celular, anunciando que chegou uma mensagem. Pego rapidamente, pois Emma ficou de me avisar como foi no trabalho. Ela decidiu trabalhar para o Eduardo, e hoje pediria demissão e entregaria a casa.
Moraremos com o Eduardo até arrumarmos uma casa para nós dois. Eu também estou procurando emprego na minha área, mas prometi ao meu pai que, uma vez por semana, iria ajudá-lo na mecânica. Como minha irmã, tentaria a vida em Boston.
Óbvio que meu pai não gostou e discutimos muito pelo telefone. Ele tem que entender que somos adultos agora e podemos seguir nossos caminhos sem eles. Enquanto discutia com meu pai, Eduardo não disse uma palavra, apenas ficava atento às ruas, sem desviar o olhar para o meu lado. Ao desligar, achei que ele comentaria algo, mas ele se manteve em silêncio. Até que eu disse:
— Não sei o que aconteceu com ele, esse medo todo de nos deixar seguir nossa vida! — bufei indignado, pensando nas últimas palavras do meu pai: “Se for para Boston, farei como fiz com sua irmã e esquecerei que tenho um filho.”
— Sua irmã costumava reclamar da mesma cosia, mas acha que ele esconde algo, para ser tão relutante? — Eduardo pergunta, eu o olho confuso.
— O que ele teria para esconder? Somos pobres, não tem muito o que esconder. — Lembro de dizer a ele, que sorri.
— Não é o status financeiro que diz se pode esconder ou não algo. Leo, sua irmã nunca falou sobre os avós paternos, vocês os conhecem?
— Na verdade, ele nunca diz nada, e já acostumamos com isso. Nunca perguntamos, pois, uma vez eu perguntei e levei uma surra. Na verdade, nós dois apanhamos, pois Stella tentou me defender. Depois disso, nunca mais perguntamos.
— Posso te confessar uma coisa! — Eduardo diz e eu o olho intrigado.
— Estou investigando seu pai. — Olho espantado, e até um pouco irritado, porque motivo ele investiga meu pai, me questiono, mas ele continua.
— Não encontramos nada, no período antes do casamento de seus pais, é como se ele não existisse.
— Acha que meu pai é um assassino lunático? E, por que está o investigando? — Pergunto irritado
Ele simplesmente me olha rapidamente, voltando a atenção as ruas, mas responde a minha pergunta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laços do Coração.A babá do Destino.