Stella
Estou no meu quarto, enquanto Edu ficou na sala conversando com Matteo, fico feliz que finalmente parece que os dois se entenderam.
Mas não tinha como eu dar uma resposta concreta para ele, o que sinto ou quero sentir, pela senhora que diz ser minha avó é algo ainda desconhecido para mim.
Quando estou com ela me sinto segura, e vejo amor em seus olhos, mas são tantos anos sem esse amor que não sei o que pensar, dizer ou sentir.
E falar para ele que ainda não estou pronta, foi o certo a se fazer.
Estar ao lado do Edu é mágico, mas ainda não tivemos a chance de conversar como eu gostaria. A visita do Matteo só bagunçou mais a minha cabeça. Ele pinta uma avó maravilhosa. Se metade do que ele e ela disse for verdade, é tudo ainda mais frustrante, porque isso significa que pela maldade e orgulho de um homem, eu perdi muito. Uma avó carinhosa, atenciosa…
Aff, é melhor parar de pensar nisso.
Escuto batidas suaves na porta, e logo Edu entra no quarto dizendo:
— Amor, você está aí?
— Sim, estou me preparando para o banho. Precisa de algo?
— Sim, de você! — Ele diz com os olhos escuros de desejo. — O médico te deixou alguma restrição?
Ele se aproxima e eu balanço a cabeça afirmativamente. Ele para os passos, e eu sorrio.
— Ele disse que eu tenho que me alimentar muito bem, mas estou liberada do repouso.
Ele volta a caminhar, com um sorriso malicioso que eu adoro.
— Posso te ajudar com o banho? — Ele pergunta me puxando para mais perto de si.
— Só se prometer não me olhar, estou gorda e feia. — Digo envergonhada.
— Nem se quisesse conseguiria ficar feia, minha ninfa. — Ele me puxa pela nuca e me dá um beijo de tirar o fôlego.
Meu corpo queima de desejo, ansiando por seus toques. Edu geme contra meus lábios.
— Estou tão duro que sou capaz de rasgar nossas roupas para te ter agora.
— Não precisa rasgar as roupas, mas amei a ideia de me tomar agora.
— Como estava com saudades, meu amor. — Ele diz, pegando-me no colo e deitando-me delicadamente. Eduardo está mais carinhoso e cuidadoso que de costume.
Com delicadeza, ele termina de me despir. Depois, com rapidez, ele tira suas roupas. Fica um tempo me observando, e eu tento me cobrir, mas ele segura minhas mãos, impedindo-me.

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