Eduardo
Entreguei o chá para elas depois me afastei para lhes dar privacidade.
Decidi ligar para o Matteo:
— O que foi agora Eduardo?
— Seu avô acabou de sair daqui, sua avó ficou muito nervosa, Stella está acalmando-a.
— Merda! Já estou indo para casa, obrigada por me ligar. Eduardo o que ele falou? Ele a ameaçou? — Deu para sentir um misto de preocupação, medo e raiva em sua voz.
Conto tudo o que aconteceu, principalmente a parte que o expulsei.
— Fez certo, ele precisa de um homem fora do ciclo dele para colocá-lo no lugar. Mas a vovó e a Stella estão bem?
— Elas são duronas, o sangue não nega — nós dois sorrimos, então continuo — Sua prima e sua linguinha afiada também tocou o terror nele. Tenho orgulho da minha garota.
— Agora posso elogiar minha prima, ou vai se retorcer de ciúmes? — Matteo pergunta rindo.
— Não abusa da sorte, já dei o recado, até daqui a pouco.
Desligo o telefone ainda ouvindo sua risada no fundo. Decidi ligar para o Léo. Que atendeu no primeiro toque.
— Aconteceu alguma coisa? — Ele pergunta preocupado.
— Sim Léo, estou noivo da Stella, conversamos e voltaremos para casa amanhã cedo. Estava pensando, o que você acha de vocês fazerem uma surpresa para ela?
— Acho uma ótima ideia, a Bella vai amar, conversarei com o Michael e a Emma. — Léo diz empolgado.
— Perfeito, chegaremos por volta das vinte horas.
— Estaremos aguardando vocês.
— Perfeito, até mais.
— Até Edu.
…
Ao voltar para a sala, encontrei minha garota sentada no sofá olhando para o teto.
— O que te preocupa meu amor?
Ela me lança um sorriso lindo.
— Amo quando me chama de meu amor! — ela diz toda tímida.
Sorrio para o jeitinho de menina dela e a beijo com carinho.
— Ah! Pelo amor de Deus, vão para o quarto! — Eu e Stella demos muita risada. — Os pombinhos se acalmaram? Onde está a vovó Stella?
— Ela dormiu depois do chá que o Edu deu a ela, mas foi melhor, a vovó estava muito agitada.
— O que deu a ela? — Matteo pergunta irritado.
— Chá de cidreira com maracujá, e 3 gotinhas do calmante que a Mônica me falou que era dela. — Respondo.
— Menos mal, agora ela vai conseguir descansar direito. O nono disse que voltava?
— Sim, Matteo gostaria de conversar com você em particular, se importa amor? — Stella me pergunta.
“Claro que me importo, mesmo sendo primo ele é homem, mas não vou dar uma de ciumento e preciso começar a me acostumar com essa aproximação”. — Penso bem antes de responder, mesmo não concordando.
— Claro amor, vou te esperar no quarto, não demora princesa. — Dou um selinho demorado nela, ela sorri e diz no meu ouvido:
— Prometo ser rapidinho.
— Vou contar os minutos. — Respondo, também em seu ouvido, e aproveito para dar uma mordidinha de leve.
— Já falei, vão para o quarto. — Matteo resmunga e nós dois rimos da cara de nojo dele.

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