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Laços do Coração.A babá do Destino. romance Capítulo 138

Eduardo

Estou deitado ao lado de Stella, ela está deitada em meu peito, enquanto faço carinho em seu rosto e cabelo, sentir sua respiração tão próxima a mim, me enche de amor.

Estar com ela novamente, é como um sonho realizado, ela me completa de todas as formas possíveis.

Eu um CEO arrogante, palavras dela, sorrio, se vê completamente apaixonado por uma menina mulher, essa garota conseguiu me ressuscitar para a vida, me fez enxergar às cores da vida novamente.

Sei que ela quer se desculpar por ter fugido ao ver a cena que não entendeu, mas eu acredito que para um relacionamento dar certo tem que ser uma via de mão dupla!

Ela aceitou me amar quando eu nem sabia o que sentia por ela, quando eu ainda estava preso no relacionamento passado, onde a mulher nem está entre nós.

Ela é nova, viu que errou, então isso é o que importa, hoje eu cedi, e sempre que puder farei isso. Como sei que ela também fará.

Esse tempo que ficamos afastados, foi bom e ruim para ambas as partes.

Sofremos? Sim e muito, eu pelo menos sofri, e pela forma que ela me recebeu tenho certeza de que ela também sofreu. Mas também obtivemos um amadurecimento emocional e mental, e sei que em uma próxima dificuldade ela agirá diferente, porque nenhum relacionamento é cem por cento amor e alegria.

Stella é bem mais nova do que eu, então compreendo suas inseguranças, e vou fazer de tudo para que ela não sinta mais necessidade de fugir ou esconder algo de mim.

— No que está pensando? — Ela pergunta enquanto apoia os braços cruzados em meu peito.

Sorrio “Deus como ela é linda!”

— Em como estou feliz ao seu lado, e no quanto eu te amo!

Ela sorri, secando uma lágrima teimosa que escorre pelo canto dos seus olhos. Se inclina e me dá um selinho longo, em um movimento faço-a, deitar-se com as costas na cama, fico com meu corpo sobre o dela, e a beijo com carinho. Nosso beijo é interrompido com um barulho de algo se quebrando. Stella dá um pulo assustada.

— O que foi isso amor?

— Não sei vida, quando trouxe seu macarrão escutei Matteo dizendo a sua avó que estava indo para o restaurante. — Digo enquanto me levanto da cama.

— Meu Deus, será que ela se machucou? — Stella pergunta enquanto se levanta apressada, amarrando seu roupão felpudo.

Saímos juntos do quarto e ao chegar à sala nos deparamos com um senhor alto, forte, segurando a bengala luxuosa de Antonella, enquanto ela dizia algo inaudível.

Antonella está sentada no sofá, enquanto ele está de pé, o vaso de cristal que antes ficava sobre a mesa, agora está em pedaços espalhado pelo cômodo.

— Largue a bengala da senhora Bonavalle. — Digo irritado com a cena que vejo.

Monalisa está assustada na porta da cozinha, Stella dá um passo à frente, mas eu a impeço de seguir, segurando-a com um braço e dizendo:

— Você está descalça amor, o chão está cheio de cacos de vidros.

— Não, não pode ser. Você… você é a Suely. Não isso é ridículo. Você é nova demais, então você.

— Infelizmente sou sua neta, filha do filho que você expulsou da sua casa, o filho que você largou na sargenta, sem dinheiro e nome, sou filha com orgulho de um casal que se amam de verdade, e que fizeram de tudo para que eu e meu irmão tivesse uma vida razoavelmente boa.

Ele começa a rir sem parar, nós olhamos tentando entender do que ele ria, até que disse.

— Fiz de tudo para você não os encontrar e mesmo assim você os encontrou. Você é muito patética. Acha que ele vai te perdoar? — Ele ria mais ainda — Se não se lembra o filho bonzinho é o que ficou ao seu lado, Anthony sempre se pareceu mais comigo. E sinceramente, gostaria de estar presente, para ver como ele vai te humilhar, sua velha fraca.

Meu ódio por esse velho só aumentava, Antonella estava chorando em silêncio, as palavras dele a afetou muito, mas do nada ela se levanta e com uma força que nunca imaginei que teria ela empurra o senhor Bonavalle porta a fora dizendo:

— Eu perdi meu filho sim, mas foi por sua culpa, porque é mesquinho demais, porque prefere o status que a própria família. Como foi capaz de fazer outra família se nem a sua você cuidou direto? Some da minha vida, quero que morra sozinho e sem ninguém.

Ela fecha a porta com força o som da porta se fechando faz instalar um silêncio, Stella correu para ampará-la, enquanto eu a ajudo a levar sua avó de volta para o sofá que não têm vidros.

— Vovó a senhora está bem?

— Você me chamou de vovó! — Ela diz emocionada — Então valeu a pena a visita do escroto do seu avô.

— Não diga besteira. — Stella diz abraçando-a com carinho.

Saiu de fininho e vou preparar um chá de erva cidreira com maracujá.

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