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Laços do Coração.A babá do Destino. romance Capítulo 143

Stella

Após uma noite agitada, decidi tomar um banho, para relaxar. A água quente caía sobre mim, como se pudesse lavar não apenas o cansaço, mas também as emoções que fervilhavam sob a minha pele.

“Nunca imaginei que Edu guardava aqueles sentimentos por sua mãe”

Deve ser por isso que ele nunca fala deles. Passei um hidratante perfumado, sentindo cada toque contra minha pele macia, e escolhi uma camisola que eu sabia que Edu adoraria.

Quando saí do banheiro, os olhos dele me capturaram de imediato. Havia um brilho escuro de desejo, o que fez meu corpo queimar.

Meu corpo respondeu antes que eu pudesse pensar. Não houve hesitação; em um instante, estávamos juntos na cama, nossos corpos se procurando como se o tempo tivesse sido cruel demais em nos separar.

Cada toque, cada beijo, era uma prova silenciosa de quanto sentimos falta um do outro. A maneira como ele me penetrou, com uma mistura de carinho e intensidade, fez meu coração se derreter. Apesar da urgência em nossos movimentos, havia uma suavidade nos seus gestos, como se cada encontro fosse uma promessa de cuidado, e não apenas de desejo. O carinho dele me fazia transbordar de amor a cada investida, como se ele estivesse tentando dizer, com o corpo, tudo o que as palavras não conseguiam.

Estávamos nesse ritmo, tão delicioso, tão perfeito, quando batidas suaves ecoaram pela porta, trazendo-nos de volta à realidade. A voz doce e chorosa que se seguiu quebrou o encanto de nosso momento.

— Papai, titia Stella está com você? Fui ao quarto dela, mas está vazio.

O aperto em meu peito foi instantâneo. “Tadinha da Bella, está achando que fui embora de novo.” Apresso-me a responder.

— Oi, meu amorzinho. Estou aqui, sim. Só um minutinho que já abrirei a porta.

Edu se levantou apressado, dava para ver o brilho e o sorriso de excitação e felicidade, enquanto fugia para o banheiro, e eu trocava rapidamente a roupa de cama e colocava um baby doll mais discreto.

— Desculpa a demora, princesa, estava no banheiro. — Disse ao abraçá-la, pegando em sua mãozinha e a conduzindo até a nossa cama.

Logo depois, Edu saiu do banheiro, ainda secando os cabelos, usando apenas uma bermuda leve que moldava seu corpo. “Esse homem ainda me mata.”

— Hum, parece que teremos companhia esta noite? — Ele disse com um sorriso travesso, fazendo cócegas em Bella, que soltou uma gargalhada animada.

— Para, papai! Para, papai! — Ela ria, sua voz cheia de alegria.

— Tadinha, Edu, deixe-a em paz. — Falei, subindo em cima dele e ajudando-a na brincadeira, o que a deixou ainda mais animada.

Ficamos assim por um tempo, rindo e brincando, até que, um por um, todos nós adormecemos. Primeiro Bella, depois Edu, e, por fim, eu, envolta em um sentimento de amor e felicidade. Meu coração se aquecia a cada sorriso deles.

Já é manhã, e sinto os trigêmeos despertarem antes mesmo de abrir os olhos. Dentro de mim, há uma pequena batalha acontecendo, um chute aqui, um esticão ali. Sorrio suavemente, ainda que o desconforto seja inevitável. Deito de barriga para cima, tentando dar a eles mais espaço, como se pudesse acalmar essa agitação com um simples gesto, faço carinho na barriga para saberem que também despertei.

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