Eduardo
Estávamos todos rindo felizes, Bella estava dormindo no colo da Stella. Bella se recusou a sair de perto dela a noite inteira, acho que teve medo que ela sumisse de novo.
Então a paz acabou, minha mãe entra pela porta da frente como se fosse a dona da porra toda.
Quando encaro ela eu nem sei que emoções sinto naquele momento, algo como raiva, desapontamento, desilusão, sei lá, só sei que ela não iria estragar a noite da minha garota.
— Quem é amor? — Stella me pergunta com preocupação no olhar.
Não tem como ela saber quem é, há muito tempo tirei todas as fotos dos meus pais da casa. Eles mal ligavam para saber como estamos, quem dirá vir nos visitar.
— Desculpa por isso meu amor, deixe que eu resolvo. — Digo me levantando, mas Stella é mais rápida e segura meu braço.
— Quem são eles, Edu? São seus pais? — Alerta amarelo, ela me chamou de Edu e não amor.
— Sim princesa, são meus pais, juro que não sabia que eles viriam hoje.
— Quero conhecê-los. Ou você não quer me apresentar?
— Confia em mim cunhadinha, não será agradável, a mãe do Dado é um porre. — Michael diz pegando Bella do colo dela.
— Tenha modos, Michael. — Olívia o repreende.
— Que porra é essa de cunhadinha? — Pergunto puto com a intimidade.
— Nada de mais, se somos irmãos, ela é minha cunhada. — Michael diz rindo.
— Aí quanto machismo, vamos logo conhecer seus pais. — Stella diz levantando-se com dificuldades.
— Amor, espera! — Dou a mão para ela e seguimos até meus pais.
— Oi, pai. Oi, mãe. Essa é minha noiva e mãe dos meus trigêmeos, Stella.
— Quem disse que é sua noiva, eu não aprovei nada, nem fiz nenhum evento, e outra porque teima em gostar dos empregados? Dos sem classe, sem… olha para ela, é uma garota.
— Ei, alto lar, posso não ser rica, mas tenho mais educação que a senhora. O Eduardo e a Bella me amam, e é só isso que me importa. Então você me aceitar ou não, não significa absolutamente nada.
Minha menina ficou tão linda defendendo nosso amor, que não resisti e a abracei, dando um selinho longo em seus lábios.
— Com toda certeza meu amor! Já disse, nunca mais ficará longe de mim.
— A festa acabou. Vão todos embora da minha casa. — Minha mãe diz com a voz autoritária de sempre. O que me faz ficar mais irritado ainda.
— O quê? Não mãe, a senhora pode ir a um hotel. Meus amigos vão ficar aqui, se estão incomodados, se retirem por favor.
— Está me expulsando da minha própria casa? — Minha mãe grita nervosa.

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