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Laços do Coração.A babá do Destino. romance Capítulo 147

Stella

Assim que entramos no apartamento do Léo e da Emma, Léo já nos recebe com um bico que parecia o de um elefante.

— Estão atrasados. — Ele resmunga, mas o bico some rápido quando ele pega Bella no colo, enchendo-a de beijos e cosquinhas. A risadinha dela é simplesmente contagiante.

— Desculpa, maninho, houve um imprevisto. — Respondo, sentindo meu rosto ruborizar, enquanto o abraço com carinho, logo depois que ele coloca Bella no chão.

Vou até Emma e a abraço apertado. Bella já desapareceu de vista, provavelmente no quarto que Emma e Léo montaram para os sobrinhos com a ajuda do Edu. Eles adoram dizer que é “super seguro e divertido”.

O quarto é um verdadeiro paraíso para as crianças, cheio de livros, videogames, brinquedos de encaixe, tabuleiros, carrinhos, bonecas e muito mais. Para mim, é um exagero, mas sei que eles adoram se esconder lá dentro tanto quanto as crianças.

Emma se inclina para cochichar no meu ouvido, com um sorriso safado:

— Sei bem qual foi o imprevisto, sua safada. Não dava para esperar até depois do jantar, não?

— Emma! — Repreendo-a, mas não consigo segurar a risada, me entregando.

— Ei, chega de cochicho e vamos jantar, já está esfriando. — Léo diz com aquele tom ranzinza.

— Ai, que grosso! Que bicho te mordeu? — Pergunto, abraçando-o de lado.

— O bichinho do ciúme, amiga. — Emma responde, rindo.

Rimos juntas, e eu o abraço mais apertado.

— Você ainda é meu preferido. — Digo no ouvido dele. Ele tenta segurar o sorriso, mas falha miseravelmente.

— Fizemos uma das suas comidas favoritas: lasanha!

— Humm, eu amo lasanha, tia Emma! — Bella diz, surgindo do nada.

— Somos duas, meu amor! Vamos atacar, porque estou faminta. — Digo, pegando ela no colo.

Edu corre ao nosso lado, tirando Bella dos meus braços.

— Ei! — Reclamo.

— Não pode pegar peso, depois que os trigêmeos nascerem e você estiver bem, pode ficar com ela o dia todo no colo se quiser, mas por hora não. — Ele diz todo autoritário.

— Se ferrou maninha. — Léo zomba e eu mostro a língua.

— Que feio mamãe, não pode mostrar a língua. Papai do céu não gosta.

— Mamãe? — Emma pergunta enquanto coloca a lasanha na mesa.

— Sim, agora sou mamãe oficial da Bella! — Digo orgulhosa

O jantar foi tranquilo, com conversas leves e descontraídas. Mas, no fundo, eu sabia que não poderia adiar mais. Precisava conversar com o Leonardo.

— Léo, precisamos conversar, eu já posterguei demais.

Vejo Emma levando, eu a impeço.

— Fica, você faz parte da família. Amor pode ficar com a Bella?

— Claro, meu amor. — Edu levanta, dá um beijo em minha testa e vai para o quarto da diversão com Bella.

— É tão sério assim? — Emma pergunta preocupada.

— Você e os bebês estão bem? — Léo pergunta preocupado.

— Sim, estamos muito bem graças a Deus. O assunto é outro, nosso pai.

— O que tem o pai? — Léo pergunta.

— Batia, sim, agora ela terminou o relacionamento, mas nosso avô está enlouquecido, pois perderá tudo, por ser infiel e como disse antes, eles tinham um acordo pré-nupcial onde não poderia haver infidelidade.

— Como pode agredir uma mulher, se é na minha frente, eu o mato.

— Ei, machão, vamos acalmar os nervos. — Emma zomba do Léo, para tentar amenizar a atmosfera que se instala na sala de jantar, depois ela diz: — Nossa, isso parece histórias de filme, novela, sei lá, mas não parece realidade.

— Matteo sabia o tempo todo? — Pergunta Léo.

— Sim, mas nossa avó não queria se revelar ainda. — Digo.

— Por que ela decidiu sair de sei lá onde ela se escondia? Stella tem noção que nossa história é uma mentira. — Léo estava nervoso, assustado. Entendo-o, aí dá me sinto assim.

— Nossa história não é uma mentira, a do nosso pai sim. Somos quem somos porque eles cuidaram, nos protegeram, independente do passado ou do erro, eles são nossos pais. — Digo sincera.

“Meus pais podem ter errado em muitas coisas, mas sempre foram excelentes pais, sempre atenciosos, carinhoso, com exceção desses últimos meses que me rebelei, saindo de casa atrás do meu sonho.”

— Por isso ele não queria que você participasse do curso, ele tinha medo de descobrirmos. — Léo diz pensativo.

— Provavelmente sim. — Digo puxando-o para sentar ao meu lado.

— O que vamos fazer agora mana? — Léo pergunta com a voz baixa, mostrando o quanto ficou abalado com a notícia.

— Tinha esperanças de você saber o que fazermos! — Digo sincera.

— Desculpa, mas estou tão perdido, me sinto traído, roubado… nossa vida poderia ter sido diferente, não falo de luxo, dinheiro, e sim com família, primos…

— Sim, Leo. Também me sinto desta forma. Amanhã você vai mais cedo para conhecê-la? — Pergunto.

— Sim, por hora vamos deixar só isso planejado ok.

— Ok.

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