Stella
Amanhã terá um jantar de reinauguração da casa nova, e estou ansiosa para ver o Léo. Ele foi efetivado na empresa que trabalha, e com a mudança para o apartamento, ainda não tive tempo de conversar sobre o que aconteceu na França.
Já pedi que ele e Emma chegassem cedo, pois queria conversar com eles, agora estou aqui ansiosa por amanhã.
— Ei, que carinha é essa? — Edu pergunta entrando na sala e me encontrando com os pés para cima e uma tigela de sorvete de morando em minha barriga.
— Estou ansiosa para conversar com o Léo, quero soltar logo tudo para ele, antes que nossa avó chegue e a surpresa seja maior. — Desabafo, minha ansiedade e até uma irritação comigo mesmo, por não tirar um tempo para conversar com o Léo antes.
— Ok, quer ir ao seu irmão agora? Emma nos convidou para jantar lá hoje. — Edu diz todo calmo, e até rindo da tigela que está em cima da minha barriga gigante.
“Deus, parece que eu pisco e ela aumenta mais e mais, até essas crianças nascerem eu vou explodir” — Penso comigo mesma, enquanto apreciou mais uma colherada de sorvete.
Do nada me dou conta do que ele falou e dou um pulo do sofá, segurando firme minha tigela de sorvete e dizendo:
— Claro que sim, que pergunta. Vamos logo!
— Amor, você tem certeza que quer ir assim? Para mim você é linda de qualquer jeito…
Percebo que ele diz com cautela, então olho para o que estou vestindo e quase morro de vergonha. Havia me esquecido que após o almoço tomei banho e coloquei um pijama dele, sendo mais largo e confortável.
— Droga, não era para me ver assim! Estou horrorosa. — Digo chateada.
— Não, minha linda, você está maravilhosa, como sempre foi. — Ele diz carinhoso, enquanto distribui beijinhos pelo meu pescoço, me fazendo arrepiar.
— Mentiroso, está dizendo isso para me deixar feliz, mas saiba que tenho espelho e sei que estou parecendo uma orca, agora me ajude que tenho que subir para trocar de roupa.
Quando estávamos chegando perto da suíte principal eu paro abruptamente.
— Espere, feche os olhos. — Digo na frente da porta o impedindo de entrar.
— Porque quer que feche os olhos, só vamos pegar as roupas e sair. — Ele diz intrigado.
— Terminaram o quarto hoje. Queria fazer uma surpresa, mas você me surpreendeu antes com a visita ao meu irmão, então terá que não olhar e aguardar, para mais tarde podermos inaugurar.
— Não fala assim, que cancelo o jantar agora mesmo. — Ele diz me abraçando por trás, beijando meu pescoço, e me deixando molinha.
— Nada disso, preciso falar com meu irmão. — Tento soar firme, mas ele sabe que estou mole como uma gelatina.
— Não quero esperar até mais tarde, quero estrear o quarto agora, quero você aqui e agora, na nossa cama, no nosso quarto. — Ele diz com a voz grossa de desejo e determinação
— Sou toda sua, meu amor. — Digo em um sussurro.
Edu tira suas roupas, jogando-as ao chão, nessa altura nem sei onde foi parar a tigela de sorvete, ele deita sobre meu corpo, me penetrando devagar, mas com precisão.
“Esse homem quer me enlouquecer” — Penso enquanto reviro os olhos de desejo.
Edu dá algumas socadas profundas, mas percebo que ele tem uma certa relutância, e que está segurando seu impulso, com medo de me machucar.
— Deixe-me ir em cima. — Pergunto com a voz melosa, com um toque sexy que ele não consegue negar.
Ele deita suas costas largas e musculosos no colchão, enquanto eu me encaixo em seu pênis ereto, e começo a pular da forma que ele queria me sentir, bem no fundo.
— Amo…amor cuida… cuidado.
— Só aproveita! — Digo enquanto pulo gostoso.
Após um longo período de sexo intenso e prazeroso, nos desmanchamos um no outro. Edu se levanta, vai até o banheiro, enche a banheira e, como um belo cavaleiro, me pega no colo e entramos juntos na banheira, o que não nos impedirá de chegar atrasados ao jantar do meu irmão. Mas não tem como recusar um noivo gostoso desse.

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