Stella
Alguns dias se passaram e marcamos mais um jantar, desta vez conheceremos o pai do Matteo, irmão gêmeo do meu pai.
Já estava tudo pronto, hoje com muita reluta e Abigail na minha cola, eu consegui a permissão para cozinha.
Agora com a gestação mais avançada, eles pensam que sou de porcelana, não me deixam fazer nada.
Depois que voltei da França nem para o curso, Edu deixou eu voltar, disse que recupero ou ele me matricula em outro depois que nossos filhos nascerem, como ando cansada e a barriga está cada dia mais pesada, não tive como recusar.
Ainda não me adaptei com a vida de não fazer nada e ter dinheiro para tudo, mas Edu insistiu em me dar um cartão black, para comprar o que precisar.
Já conversamos sobre nosso casamento, eu vou querer uma cerimônia simples, apenas com nossos conhecidos, e será na beira da praia, ele adorou a ideia.
— Amor, já está pronta? — Edu pergunta entrando no closet.
— Sim, você pode fechar meu vestido, por favor? — Pergunto, tentando o impossível.
— Amor, esse vestido é lindo, mas sinto em dizer que não vai fechar.
— Nenhum roupa me serve, esse comprei na segunda e já não cabe mais. — Digo com lágrimas nos olhos. — MALDITOS HORMÔNIOS, não aguento mais chorar por tudo.
Estou nervosa, quando viro para olhar para o Eduardo ele está rindo, o que me deixou mais nervosa.
— Do que está rindo, não tem graças. — falo enquanto tiro o vestido.
— Calma meu amor, você está linda grávida, e vou escolher outro vestido para você, senta na cama e já te levo.
Ele me trouxe três vestidos e nenhum serviu, o que me deixou mais nervosa e aos prantos. No quarto vestido deu certo, ele era longo, branco, com alguns girassóis na barra e um cinto marrom.
Ele seca minhas lágrimas e me beija com carinho.
— Está mais calma? — Edu pergunta sorrindo.
— Sim, amor, obrigada e desculpe por isso. — Digo envergonhada.
— Fica tranquila, meu amor. Vamos, já estão nos aguardando.
— Preciso retocar a maquiagem, deve ter borrado tudo. — Falo indo ao banheiro.
— Vou te aguardar aqui. — Ele diz sentando na cama.
Após recuperar minha dignidade, tirando a maquiagem borrada, seguimos juntos para a sala de jantar, onde meu irmão, Emma, Olivia, Michael e Paloma nos aguardavam. A atmosfera estava leve, familiar, enquanto conversávamos sobre banalidades.
Não demorou muito para que minha avó, Matteo e nosso tio chegassem. O impacto da presença deles foi imediato; eu senti meu corpo paralisar por um instante. O pai do Matteo, meu novo tio, era a cara do meu pai, tão parecido que meu coração quase falhou uma batida. A única diferença era que meu pai sempre parecia um pouco mais cansado pela vida, enquanto o pai de Matteo carregava uma energia jovial.

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