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Laços do Coração.A babá do Destino. romance Capítulo 149

Stella

Alguns dias se passaram e marcamos mais um jantar, desta vez conheceremos o pai do Matteo, irmão gêmeo do meu pai.

Já estava tudo pronto, hoje com muita reluta e Abigail na minha cola, eu consegui a permissão para cozinha.

Agora com a gestação mais avançada, eles pensam que sou de porcelana, não me deixam fazer nada.

Depois que voltei da França nem para o curso, Edu deixou eu voltar, disse que recupero ou ele me matricula em outro depois que nossos filhos nascerem, como ando cansada e a barriga está cada dia mais pesada, não tive como recusar.

Ainda não me adaptei com a vida de não fazer nada e ter dinheiro para tudo, mas Edu insistiu em me dar um cartão black, para comprar o que precisar.

Já conversamos sobre nosso casamento, eu vou querer uma cerimônia simples, apenas com nossos conhecidos, e será na beira da praia, ele adorou a ideia.

— Amor, já está pronta? — Edu pergunta entrando no closet.

— Sim, você pode fechar meu vestido, por favor? — Pergunto, tentando o impossível.

— Amor, esse vestido é lindo, mas sinto em dizer que não vai fechar.

— Nenhum roupa me serve, esse comprei na segunda e já não cabe mais. — Digo com lágrimas nos olhos. — MALDITOS HORMÔNIOS, não aguento mais chorar por tudo.

Estou nervosa, quando viro para olhar para o Eduardo ele está rindo, o que me deixou mais nervosa.

— Do que está rindo, não tem graças. — falo enquanto tiro o vestido.

— Calma meu amor, você está linda grávida, e vou escolher outro vestido para você, senta na cama e já te levo.

Ele me trouxe três vestidos e nenhum serviu, o que me deixou mais nervosa e aos prantos. No quarto vestido deu certo, ele era longo, branco, com alguns girassóis na barra e um cinto marrom.

Ele seca minhas lágrimas e me beija com carinho.

— Está mais calma? — Edu pergunta sorrindo.

— Sim, amor, obrigada e desculpe por isso. — Digo envergonhada.

— Fica tranquila, meu amor. Vamos, já estão nos aguardando.

— Preciso retocar a maquiagem, deve ter borrado tudo. — Falo indo ao banheiro.

— Vou te aguardar aqui. — Ele diz sentando na cama.

Após recuperar minha dignidade, tirando a maquiagem borrada, seguimos juntos para a sala de jantar, onde meu irmão, Emma, Olivia, Michael e Paloma nos aguardavam. A atmosfera estava leve, familiar, enquanto conversávamos sobre banalidades.

Não demorou muito para que minha avó, Matteo e nosso tio chegassem. O impacto da presença deles foi imediato; eu senti meu corpo paralisar por um instante. O pai do Matteo, meu novo tio, era a cara do meu pai, tão parecido que meu coração quase falhou uma batida. A única diferença era que meu pai sempre parecia um pouco mais cansado pela vida, enquanto o pai de Matteo carregava uma energia jovial.

— Stella não é uma simples “empregadinha”, como você gosta de chamar. — Antonella continuou, com um tom de desprezo em sua voz. — Ela tem sua própria fortuna, que, diga-se de passagem, é consideravelmente maior do que a do seu filho. E, mais importante do que isso, ela tem algo que você nunca entenderá ou terá: dignidade e caráter.

O silêncio na sala era ensurdecedor. Minha mãe parecia incapaz de processar o que acabara de ouvir, sua expressão mudando de arrogância para um misto de confusão e medo.

— Como você ousa falar assim comigo? — Ela balbuciou, mas sua voz já não tinha a mesma convicção.

— Ouso porque é a verdade, e porque estou cansada de ver você tentar destruir o que há de bom nesta família. — Antonella se aproximou dela, o olhar severo, mas justo. — Se você não pode respeitar a esposa que teu filho escolheu, então você não é bem-vinda aqui. Isso é uma questão de princípios.

Segurei a mão de Stella, apertando suavemente. Ela olhou para mim, e eu vi lágrimas brilhando em seus olhos, mas dessa vez, não eram de dor, e sim de alívio e gratidão.

Minha mãe, derrotada, deu um passo para trás. Ela olhou para todos na sala, buscando algum apoio, mas encontrou apenas olhares de reprovação.

— Vamos ver até onde isso durará. — Minha mãe murmurou antes de se virar e sair da sala, deixando um rastro de silêncio atrás de si.

Antonella voltou para sua cadeira, o rosto suavizando enquanto me olhava.

— Vocês dois merecem ser felizes, Eduardo. Não deixem ninguém tirar isso de vocês.

Eu apenas acenei, incapaz de encontrar palavras para expressar o que sentia. Stella se inclinou e beijou a avó no rosto, sussurrando um “obrigada” que foi mais poderoso do que qualquer discussão.

A noite seguiu, e embora a tensão permanecesse no ar, havia uma nova força em mim. Eu sabia que, independentemente das batalhas que viriam, eu tinha ao meu lado pessoas que realmente se importavam comigo.

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