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Laços do Coração.A babá do Destino. romance Capítulo 150

Stella

Mais alguns dias se passaram…

— Ansiosa para hoje? — Edu pergunta enquanto fecha o feixe da correntinha que ele me deu com pingente de Chef de cozinha. Após terminar, ele beija meu pescoço, trazendo arrepios por todo o meu corpo.

Hoje é um dia especial e apreensivo, vamos ver os meus pais e contar o que descobrimos sobre o sobrenome Bonavalle, minha avó já começou os trâmites para alterar os nossos sobrenomes, não sei se concordo com isso, mas ela faz questão.

— Estou mais nervosa do que ansiosa. — Respondo sincera.

— O que teme? — Edu pergunta preocupado.

— Ai, amor, muitas coisas aconteceram, ofensas, mentiras, segredos… — Solto uma bufada, e sento na poltrona da penteadeira, começo a borrifar meu perfume e continuo — Não sei se meus pais sabem que estou grávida, tenho medo da reação do meu pai ao saber que descobrimos seu segredo, qual será a reação ao ver minha avó? São tantas perguntas.

Edu se aproxima, tira o perfume das minhas mãos, ele me abraça, sinto meu coração acalmar, ele tem esse efeito em mim, depois Edu faz um carinho em meu rosto e diz:

— Se tudo der errado, eu estarei aqui, você é muito importante para mim, então não fique assim, estarei ao seu lado sempre, te apoiando no que precisar.

— Opa, cuidado aí, meu amorzinho. — Digo massageando minhas costas, onde mais uma perninha se esticou. — Sei que está ficando pequeno aí, mas ainda estamos no sétimo mês, vocês têm que aguentar mais um pouquinho. — Sorrindo olho para o Edu que também está acariciando minha barriga e digo: — Sabe que sempre pode contar comigo também, e pode ter certeza que todos os dias agradeço a Deus por colocar vocês em minha vida.

Dou um beijo em Edu, que corresponde, e neste beijo sinto todo o amor e carinho que compartilhamos.

— Vamos, precisamos deixar a Bella na dona Olivia. — Edu Diz, ao se afastar.

— Sim, o Léo mandou mensagem, que está no restaurante do Matteo com nosso tio, avó e o Matteo.

— Certo, amor. — Edu diz, e posso ver preocupação em seus olhos, sinto que ele está em uma luta interna, decidindo se diz ou não.

— O que te aflige? — Pergunto acariciando seu rosto preocupado.

— Sua barriga está enorme, seus pés inchados, você está se cansando facilmente… entre outras coisas, tem certeza de que está em condições de fazer uma viagem até Hinghan e enfrentar esse drama todo? Estou preocupado com você e os bebês.

Sorrio para ele, acho tão fofo quando ele se preocupa comigo.

— Fica tranquilo meu amor, estamos bem e caso eu veja que é muito para mim, te aviso e vamos embora.

— Promete? — Ele insiste.

— Prometo. — Digo selando a promessa com um beijo casto.

Chegamos em frente a casa que foi meu lar por anos, olhando para ela muitas lembranças ressurgem, tanto boas quanto ruins. Edu coloca a mão em minhas costas, como uma forma de apoio, eu dou a mão para o Léo que está ao meu lado e juntos tocamos a campainha.

— Mas minha querida, você está grávida, não pode passar nervoso, e temo que seu pai diga algo para te ofender.

— Sei que ele dirá, mas o que temos para dizer não pode esperar. É muito importante.

— Certo, vou ligar para ele. — Minha mãe diz apreensiva.

— Não diga que estamos aqui, acredito que se ele souber, não virá.

— Certo.

Observo que as mãos da minha mãe tremem, sinto por ela, pois sei que a atmosfera mudará drasticamente, assim que meu pai passar por aquela porta.

Até que meu pai chegue, minha mãe perguntou sobre a gestação, eu contei que eram trigêmeos, que estava noiva e pretendia me casar depois que os bebês nascessem.

A porta se abriu e meu pai entrou, sinto Edu apertar a minha mão, como forma de dizer: “Estou aqui, fique firme.”. Ao nos ver meu pai fica ereto, seu semblante muda conforme passa os minutos, primeiro vem a surpresa, depois vejo um brilho de felicidade, mas logo fica duro e severo.

— O que estão fazendo na minha casa? Vocês viraram as costas para nós, como ousam voltar aqui.

Suas palavras são como facas afiadas em meu coração. Mesmo com lágrimas nos olhos e o coração despedaçado, eu tomo coragem, levanto encarando-o e digo:

— Viramos as costas para você, como fez com a sua mãe, ao fugir com a minha mãe, Anthony?

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