Eduardo
Após os carinhos de saudade, ajudo Stella a tomar banho. Quando terminamos, seu almoço já a esperava no quarto.
Enquanto ela almoça, me pergunta:
— Como foi o encontro da Bella com os irmãos?
Sorrio ao me lembrar da cena mais emocionante da minha vida.
— Foi uma das coisas mais lindas e emocionantes que já vi.
— Não acredito que perdi isso. — Ela diz fazendo um biquinho, com lágrimas nos olhos.
— Não fique assim, minha vida. — Faço carinho em seu rosto, aproveitando para secar algumas lágrimas que escorrem por sua face. — Não foi sua culpa. E eu filmei para você. — Digo a última frase com um sorriso no rosto.
Ela levanta o olhar, e o brilho em seus olhos aquece meu coração.
“Deus, como amo essa mulher. Por favor, faça-a entender que eu a amo pelo que ela é, e não pelo coração que b**e em seu peito." — Faço uma prece silenciosa enquanto admiro a bela mulher à minha frente.
Retiro o celular do bolso, procuro o vídeo e digo:
— Antes de mostrar o vídeo, vou te contar como ela estava ansiosa. — Stella sorri e me incentiva a continuar.
— Está me deixando ansiosa. — Ela diz toda meiga.
— Bella, com seus olhos brilhantes e um sorriso que refletia toda a sua excitação, segurava firme a minha mão enquanto caminhávamos em direção à UTI, onde seus irmãos recém-nascidos estavam. O corredor do hospital parecia mais longo do que o normal, cada passo aumentava sua curiosidade e ansiedade. Ela andava e tagarelava rápido, me puxava até… — sorrio, lembrando de quanto ela estava feliz e ansiosa.
— Amor, você quer me matar de ansiedade, narrando assim. — Stella diz, em um misto de ansiedade e tristeza, por não compartilhar este momento.
— Desculpa, princesa. Não podia entrar com celular na UTI, mas abriram uma exceção devido ao seu estado. — Aperto o play.
Stella
Sei que é por vídeo, mas estou ansiosa para conhecer meus pequenos e também estou com saudades da Bella.
Enquanto Edu falava, minhas mãos suavam de ansiedade. Nem estava mais com fome, mas mesmo assim me forcei a comer, preciso estar com saúde para alimentar meus pequenos.
Com o aparelho em minhas mãos, Edu apertou o play.
Lá estavam os três, tão pequeninos, cada um em seu berço, dormindo tranquilamente. Bella caminhou devagar até o primeiro berço, onde um dos bebês dormia. Seus cabelos eram escuros, e as bochechas rosadas pareciam macias como algodão.
— Oi, Bento. — sussurrou Bella com doçura, como se o nome já estivesse guardado em seu coração. Ela acariciou suavemente a mãozinha do bebê, que se mexeu levemente, como se reconhecesse a voz da irmã.
Com passos cuidadosos, Bella se dirigiu ao próximo berço, onde estava o segundo bebê, um pouco mais agitado, dava pequenos murmurinhos enquanto dormia. Ela riu baixinho e disse:
— Você é o Benício. Parece que gosta de conversar enquanto dorme, hein? — Ela deu um beijinho na testa do irmão, e ele se acalmou imediatamente.
Finalmente, Bella chegou ao terceiro berço. Uma menina de pele clara, com lábios finos e delicados, dormia tranquilamente. Bella parou por um momento, admirando a irmã, e então murmurou:
— E você, é linda, seu nome vai ser Beatriz. Tão pequenininha, mas já te amo muito.
Eu observava a cena com lágrimas nos olhos, o coração transbordando de amor e orgulho. Bella, tão carinhosa e delicada, parecia já entender a profundidade do vínculo que tinha com seus pequenos irmãozinhos.
O vídeo perde um pouco o foco, escuto um barulho estalado, e sorrio. Provavelmente Edu estava emocionado como eu e deu um beijo em minha testa.
— Tome cuidado, a mamãe está com dodói.
— Eu te machuquei, mamãe? — Ela pergunta com os olhinhos preocupados.
— Não, princesa, fique tranquila.
— Você já viu como meus irmãos e minha irmã são lindos? — Ela diz com os olhinhos brilhando.
— Ainda não, mas gostaria de ir com você, assim você pode me apresentá-los. Fiquei sabendo que você escolheu os nomes!
— Eu posso, papai? — Ela pergunta com a voz cheia de expectativa.
— Claro que sim.
Edu chama a enfermeira e diz que queremos ir ver os trigêmeos. Ela pede para aguardarmos alguns minutos, por precisar perguntar ao médico se posso ir.
Ela volta alguns minutos depois, com uma cadeira de rodas.
— Pronta, senhora Hoork?
Sorrio ao ouvir o sobrenome, mas não a corrijo.
— Mais que pronta. — Digo, emocionada por ir conhecer meus filhos.
Edu me ajuda a sentar na cadeira. Bella senta com cuidado no meu colo, e juntos vamos para a UTI, onde verei meus filhos pela segunda vez, mas para mim será como se fosse a primeira, já que não lembro muito do parto.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Laços do Coração.A babá do Destino.